A coleção outono/inverno 2026/2027 de Isabel Marant, apresentada nesta semana na Paris Fashion Week, reafirmou o DNA da marca: uma mulher livre, urbana e levemente boêmia. Na passarela, a maison parisiense mostrou um guarda-roupa que equilibra atitude rock, sensualidade despretensiosa e o espírito effortless francês, elementos que definem o estilo Marant há décadas.
A coleção explorou uma estética que mistura boho contemporâneo com referências utilitárias, traduzida em silhuetas relaxadas e sobreposições que parecem pensadas para o movimento. A proposta segue a ideia da mulher nômade moderna — prática, independente e sempre em trânsito — conceito recorrente no universo da marca.
Entre os destaques da temporada estiveram jaquetas estruturadas, tricôs texturizados e peças em couro e camurça, materiais que trouxeram profundidade visual à coleção. As modelagens apareceram levemente despojadas, com ombros marcados e calças de cintura média que reforçam o equilíbrio entre conforto e sensualidade.
Principais tendências vistas no desfile
1. Camurça e couro
Materiais clássicos de inverno dominaram a coleção, surgindo em calças, saias e jaquetas. A camurça, em especial, apareceu em tons naturais que reforçam o lado boêmio da estética Marant.
2. Silhuetas relaxadas
A marca apostou em peças de caimento fluido, com proporções que remetem à ideia de liberdade de movimento — característica recorrente no estilo da maison.
3. Tricôs e texturas
Malhas trabalhadas, tricôs com aspecto artesanal e superfícies texturizadas adicionaram profundidade aos looks, criando um contraste interessante com peças mais estruturadas.
4. Botas e atitude rock
Botas de cano alto e modelos com pegada western ou rocker completaram os looks, reforçando a assinatura cool da marca.
A mulher Isabel Marant em 2026
Mais do que seguir tendências, o desfile reafirmou um estilo reconhecível e consistente: a mulher Isabel Marant continua sendo aquela que mistura masculinidade e feminilidade com naturalidade. Ela usa roupas que parecem vividas, confortáveis e ao mesmo tempo extremamente desejáveis — um guarda-roupa pensado para o dia a dia, mas com o charme despreocupado que tornou a marca um ícone do estilo parisiense.
Nesta temporada, a mensagem foi clara: menos espetáculo e mais atitude, com peças que funcionam tanto na passarela quanto na vida real — exatamente o tipo de moda que construiu o culto em torno da marca.
O desfile da Alaïa para a temporada Fall/Winter 2026–2027, apresentado durante a Paris Fashion Week, marcou um momento histórico para a maison: a última coleção de Pieter Mulier à frente da direção criativa da casa fundada por Azzedine Alaïa.
A apresentação foi concebida como uma espécie de carta de despedida — uma coleção que revisita os códigos mais emblemáticos da marca, reafirmando a essência da Alaïa: sensualidade arquitetônica, técnica impecável e um profundo respeito pelo corpo feminino.
Um tributo à herança da casa
O desfile começou com um gesto simbólico e emocional: retratos ampliados dos colaboradores da maison, reforçando a ideia de comunidade e trabalho coletivo — valores centrais da história de Alaïa.
A partir daí, a coleção se desenrolou como uma celebração da estética que tornou a marca icônica. Silhuetas justas, moldadas ao corpo, vestidos estruturados e uma alfaiataria escultural dominaram a passarela, reforçando a relação íntima entre moda e anatomia que sempre caracterizou o legado de Azzedine Alaïa.
Silhuetas esculturais e referências icônicas
Entre os destaques da coleção estavam vestidos bodycon de decote quadrado — uma referência direta às peças que se tornaram cult nos anos 1990 e que ganharam notoriedade na cultura pop através da personagem Cher em Clueless.
Também surgiram:
trench coat com textura croc-embossed, saias em camadas com construção precisa, peças em tons sofisticados como cinza ardósia, dourado escovado e vermelho cereja.
A coleção evoluiu para volumes mais dramáticos e texturas elaboradas, combinando estrutura e movimento — um diálogo constante entre rigor técnico e fluidez.
Tendências vistas no desfile
Entre os elementos mais marcantes da coleção FW26/27 da Alaïa:
Vestidos ultra ajustados ao corpo Decotes quadrados estruturados Casacos com textura exótica Saias com construção arquitetônica Paleta sofisticada com tons escuros e metálicos suaves
As peças reafirmam a visão da Alaïa de uma moda que não segue tendências efêmeras, mas sim uma estética atemporal baseada em construção e proporção.
Um final emocionante
Nos looks finais, Mulier apresentou três criações que sintetizavam passado, presente e futuro da maison — combinando alfaiataria precisa com volumes e movimento. O momento foi recebido com aplausos de pé, selando um capítulo importante na história da marca.
A coleção encerra um ciclo criativo que reforçou a relevância contemporânea da Alaïa, mantendo intacto o espírito do seu fundador enquanto projeta a maison para o futuro.
O desfile da Chloé apresentado hoje na Paris Fashion Week reafirma um dos pilares históricos da maison: a feminilidade vista através do olhar de uma mulher. Sob direção criativa de Chemena Kamali, a coleção Fall/Winter 2026/2027 reforça a essência boêmia, romântica e livre que sempre marcou a identidade da marca — agora com uma sensibilidade ainda mais íntima e contemporânea.
Kamali continua a desenvolver uma narrativa que coloca a mulher no centro do processo criativo. Mais do que roupas, o desfile apresentou uma visão emocional sobre vestir-se: peças que parecem feitas para acompanhar movimento, liberdade e individualidade.
A estética boêmia que define a Chloé
A passarela foi dominada por silhuetas fluidas e camadas delicadas, criando uma atmosfera etérea que remete ao espírito boho sofisticado da maison. Vestidos de chiffon esvoaçantes, rendas transparentes e babados surgiram combinados com casacos estruturados e botas de atitude.
Entre os elementos que marcaram a coleção:
vestidos longos em chiffon com movimento leve rendas delicadas e transparências sutis sobreposições de tecidos vaporosos cinturas marcadas com amarrações suaves botas altas reforçando a atitude feminina
O contraste entre leveza e estrutura trouxe equilíbrio à coleção, criando looks que transitam facilmente entre romantismo e força — uma dualidade muito presente no universo feminino.
O olhar feminino na moda
A relevância do desfile vai além da estética. A presença de uma mulher à frente da criação reforça uma conversa importante dentro da indústria: quem conta a história da moda feminina.
Na proposta de Kamali, a feminilidade não aparece como estereótipo, mas como experiência vivida. As peças parecem pensadas para mulheres reais — com conforto, movimento e identidade. Essa abordagem torna o desfile especialmente significativo dentro do calendário da Paris Fashion Week, onde grandes casas continuam revisitando suas origens para redefinir o futuro.
Chloé entre tradição e contemporaneidade
A coleção Fall/Winter 2026/2027 mostra como a Chloé segue fiel ao seu DNA enquanto dialoga com uma nova geração de mulheres. O resultado é uma proposta elegante, emocional e profundamente conectada com a ideia de liberdade — algo que sempre esteve no coração da marca desde sua fundação por Gaby Aghion.
Mais do que tendências, o desfile reforça um estilo de vida: feminino, intuitivo e naturalmente sofisticado.
Na última edição da Paris Fashion Week Fall/Winter 2026/2027, a maison Tom Ford apresentou um dos desfiles mais comentados da temporada — um espetáculo de presença e textura que traduziu, com precisão quase cinematográfica, o espírito do inverno em sua forma mais glamourosa e poderosa. O vídeo oficial do desfile, publicado recentemente, revela um line-up visualmente impactante que capturou a atenção tanto dos entusiastas quanto dos profissionais da moda.
Couro e Texturas — a Pele da Coleção
Desde os primeiros looks que surgem na passarela, uma coisa fica clara: o couro é protagonista absoluto. Ele aparece em diversas formas — desde jaquetas estruturadas até vestidos com brilho sutil — traduzindo uma narrativa de força e confiança. A textura desses couros é variada, ora lisa e espelhada, ora acetinada e rica em profundidade, criando um jogo de luz e sombra que reforça a sensação de luxo contemporâneo.
Em muitas peças, o couro não é apenas material; é expressão — ele envolve o corpo como uma armadura urbana, confortável e ousada ao mesmo tempo. Essa escolha reforça a presença dominante de uma mulher que sabe o que quer vestir para enfrentar o mundo com estilo e determinação.
Casacos Alongados — Elegância em Movimento
Uma das grandes tendências observadas no vídeo é o uso de casacos longos, alongados e imponentes, que conferem à silhueta uma elegância dramática. Esses casacos deslizam quase como mantos sobre a passarela, ficando entre o clássico e o teatral — um item que, no inverno europeu, se torna tanto necessário quanto aspiracional.
A sobriedade das cores e o corte impecável desses casacos reforçam uma estética de sophistication atemporal, ao passo que os comprimentos alongados criam um efeito visual de poder e graça.
Alfaiataria de Alta Precisão
Além dos elementos statement, a coleção aposta com força na alfaiataria precisa — lapelas definidas, cortes impecáveis e silhuetas que favorecem corpos definidos sem jamais perder conforto. O tratamento alfaiataria, visto no vídeo, é rigoroso mas fluido, misturando estruturas fortes com movimentos naturais, como se cada peça tivesse sido moldada para se tornar extensão da personalidade de quem a veste.
Seda e Contrastes de Materialidade
A seda aparece como contraponto textural ao couro mais robusto. Tecidos que escorregam pelo corpo, com brilho discreto, oferecem leveza ao conjunto mais pesado da estação. Essas transições entre materiais — da seda fluida ao couro firme — criam uma sensação de dualidade na coleção: dureza e suavidade coexistindo em harmonia.
Esse jogo entre materiais é uma das estratégias mais elegantes da coleção, porque transforma a passarela em uma narrativa tátil, onde o espectador “sente” as peças mesmo pela tela.
Botas Cano Longo — O Toque Final de Poder
Como complemento perfeito a toda essa atmosfera de inverno sofisticado, as modelos caminham em botas de cano longo que evocam tanto a estética utilitária quanto a estética glamourosa. As botas, muitas vezes em couro polido ou com acabamento texturizado harmonizando com o restante do look, elevam a proposta para um terreno onde moda e funcionalidade coexistem sem esforço.
Uma Coleção Que Respira o Inverno Sem Abrir Mão do Sofisticado
O desfile Tom Ford Fall/Winter 2026/2027 na Paris Fashion Week foi mais do que um showcase de roupas — foi uma narrativa visual intensa, onde cada textura, cada silhueta e cada detalhe se somaram para criar um inverno que é ao mesmo tempo imponente e sensualmente refinado. A combinação de couro, casacos alongados, alfaiataria precisa, seda fluida e botas de cano longo consolidou uma temporada que promete influenciar o street style, a passarela e o closet contemporâneo.
Na Paris Fashion Week, a Balmain apresentou um inverno que marca uma virada estética clara. Se nas últimas temporadas o maximalismo era a assinatura imediata da maison, agora o que se vê é uma opulência mais controlada, quase arquitetônica — ainda poderosa, mas menos barulhenta.
O cenário: foco absoluto na roupa
A apresentação apostou em uma cenografia limpa, com iluminação dramática e atmosfera mais intimista. Sem grandes distrações, a proposta foi clara: deixar que a construção das peças falasse. O resultado foi um desfile mais maduro, onde textura, corte e silhueta assumiram protagonismo.
O ambiente reforçou a sensação de que estamos diante de uma nova fase da Balmain — menos espetáculo, mais precisão.
As peças que definiram a coleção
1. Silhuetas esculpidas
A alfaiataria veio afiada.
Blazers com ombros estruturados, cinturas marcadas e quadris levemente ampliados criaram uma silhueta ampulheta contemporânea. Casacos longos e estruturados trouxeram imponência sem excesso de ornamentação.
Vestidos ajustados ao corpo surgiram com recortes estratégicos e drapeados que desenham a figura com sofisticação, não com exagero.
Tendência forte: estrutura e definição corporal através da modelagem, não de aplicações.
2. Minimalismo com peso
A coleção explorou uma paleta mais sóbria — preto, tons terrosos, off-white e nuances metálicas discretas.
Na Paris Fashion Week de hoje, Stella McCartney não entregou minimalismo seguro. Entregou força instintiva. E fez isso colocando cavalos no centro da narrativa — literal e simbolicamente.
O desfile foi construído como um manifesto visual. A presença dos cavalos — remetendo à liberdade, à força e também à tradição equestre — transformou a passarela em algo quase cinematográfico.
Não era apenas cenografia impactante: era conceito.
A mulher Stella dessa temporada é instintiva, atlética, dominante — mas absolutamente sofisticada.
A conexão com o universo equestre também conversa com o histórico da marca em explorar alfaiataria britânica com referências rurais reinterpretadas sob lente urbana.
As tendências que dominaram a coleção
1. Botas altíssimas como declaração
As botas over-the-knee e thigh-high foram protagonistas absolutas.
Justas, alongadas, muitas vezes usadas sobre leggings ou calças ajustadas, elas criaram uma silhueta poderosa, quase dominadora.
Tendência clara para o inverno 26/27:
✔ botas como peça principal do look
✔ styling monocromático
✔ efeito segunda pele
2. Calça fusô: o retorno definitivo
A calça fusô (stirrup pants) apareceu forte — conectando diretamente com o universo equestre.
A mensagem é clara: o inverno 26/27 abraça a silhueta marcada nas pernas.
3. Alfaiataria com erotismo contido
Blazers alongados, ombros marcados e cinturas desenhadas surgiram em contraste com peças justas.
Houve jogo de proporções: parte de cima estruturada + parte de baixo aderente.
Uma sensualidade controlada, inteligente — não óbvia.
4. Mood equestre sofisticado
Tons terrosos, preto profundo e nuances naturais Referências à montaria reinterpretadas para a cidade Texturas que remetem a couro (em linha com a pesquisa sustentável da marca)
Nada fantasioso. Tudo extremamente usável — e comercial.
O que esse desfile sinaliza
Stella McCartney coloca três tendências importantes no radar:
Estética equestre urbana Botas altíssimas dominando o styling Fusô como peça-chave do inverno
E mais: confirma que a silhueta do próximo inverno será mais ajustada, mais longa, mais vertical.
A mulher FW 26/27 não é etérea.
Ela pisa firme.
E hoje, na Paris Fashion Week, ela entrou em cena ao lado de cavalos — mas totalmente no controle da narrativa.
Na tarde de hoje, durante a Paris Fashion Week Fall/Winter 2026, a Dior apresentou uma coleção que surpreendeu pela delicadeza estratégica. Em vez de um inverno rígido e austero, a maison propôs uma estação que floresce — literal e simbolicamente.
O cenário evocava jardins parisienses e uma atmosfera impressionista, criando uma narrativa que misturava arte, natureza e alta-costura. A passarela revelou uma Dior menos sobre estrutura impositiva e mais sobre movimento, textura e leveza.
A coleção: poesia com intenção
A alfaiataria continua presente — afinal, é parte do DNA da casa — mas surge suavizada. Blazers estruturados aparecem combinados com saias fluidas, vestidos com transparências sutis e tecidos que capturam a luz.
Os florais, inesperados para o inverno, não foram românticos óbvios: surgiram reinterpretados, quase pictóricos, remetendo a pinceladas e paisagens nebulosas. Há uma tensão interessante entre disciplina e fluidez — uma mulher que domina sua presença sem endurecer sua essência.
A cartela de cores transita entre neutros sofisticados e tons que lembram jardins ao entardecer: verdes profundos, rosados enevoados, azuis acinzentados.
Styling e impacto
Botas elegantes, cinturas levemente marcadas e sobreposições estratégicas reforçaram a ideia de construção inteligente de guarda-roupa — algo muito alinhado ao momento atual da moda: menos excesso, mais permanência.
O desfile mostrou uma Dior emocionalmente conectada ao presente. Não é apenas roupa; é atmosfera, é narrativa, é posicionamento cultural.
Tendências que ficam para o inverno 2026
Florais reinterpretados para o frio Alfaiataria suavizada Transparência estratégica Camadas leves Paleta artística e orgânica
A Dior FW26 reafirma que o inverno pode ser sofisticado sem ser pesado — e que força e delicadeza não são opostos, mas complementares.
Na reta final da Paris Fashion Week, Miuccia Prada apresentou para a Miu Miu Spring/Summer 2026 uma coleção que une moda, história e reflexão social. A passarela transformou o símbolo do avental — tradicionalmente ligado ao trabalho doméstico — em um manifesto sobre o valor do trabalho feminino e a dignidade que existe no cotidiano.
“Falamos muito de glamour, mas a vida também é difícil. O avental contém essa vida difícil das mulheres.”
— Miuccia Prada
A marca reafirma sua posição como um dos nomes mais inteligentes e sensíveis da moda contemporânea, abordando temas sociais com leveza estética e precisão conceitual.
🪡 Aventais, alfaiataria e feminilidade funcional
A passarela da Miu Miu foi um desfile de contrastes e significados. Tecidos utilitários como canvas e popeline se misturaram à delicadeza da seda e da renda, criando looks que transitam entre o mundo do trabalho e o universo do desejo.
O avental foi o protagonista — reinterpretado em múltiplas formas: sobre vestidos românticos, combinando com saias estruturadas, aparecendo em crochê floral ou couro. A peça, símbolo de cuidado e resistência, tornou-se o novo ícone do luxo inteligente da marca.
👗 Estilo e presença
No casting, nomes como Sandra Hüller, Milla Jovovich e Towa Bird caminharam pela passarela, representando gerações e identidades diversas. Em meio a um clima político instável na França, o desfile reforçou a ideia de estabilidade e consistência — qualidades raras e necessárias no mundo da moda atual.
💭 Moda como reflexão
Mais do que uma coleção, a Miu Miu Spring/Summer 2026 propõe uma conversa sobre trabalho, identidade e autenticidade. O luxo não é mais sobre o inacessível, mas sobre o que é real, vivido e sentido.
Miuccia Prada continua a desafiar o olhar do público e a redefinir o que significa ser mulher — e vestir o poder de forma consciente.
O desfile da Miu Miu na Paris Fashion Week 2026 é um lembrete poético de que a moda é também um espaço de diálogo e resistência. Ao transformar o avental — um símbolo da invisibilidade feminina — em um emblema de força e beleza, a marca mostra que a elegância está, mais do que nunca, no ato de existir.
O desfile McQueen Spring Summer 2025, apresentado durante a Paris Fashion Week, marcou um momento decisivo na evolução da casa Alexander McQueen sob a direção criativa de Seán McGirr. Ao revisitar mitos celtas e códigos da marca, McGirr busca afirmar sua voz sem abandonar a herança dramática que caracteriza McQueen.
O desfile teve lugar na prestigiosa École des Beaux-Arts, transformada em cenário onírico e sugestivo para a coleção SS25.
A montagem cenográfica — criada em parceria com o artista Tom Scutt — evocava sensações etéreas, com efeitos de névoa, estrutura metálica exposta e piso parcialmente “escavado”, sugerindo um mundo entre visível e oculto.
Esse ambiente reforçou a narrativa proposta pelo estilista: um desfile que dialoga com o misticismo do passado e as inquietações contemporâneas.
Inspiração: a lenda da banshee e a herança McQueen
O desfile teve lugar na prestigiosa École des Beaux-Arts, transformada em cenário onírico e sugestivo para a coleção SS25.
A montagem cenográfica — criada em parceria com o artista Tom Scutt — evocava sensações etéreas, com efeitos de névoa, estrutura metálica exposta e piso parcialmente “escavado”, sugerindo um mundo entre visível e oculto.
Esse ambiente reforçou a narrativa proposta pelo estilista: um desfile que dialoga com o misticismo do passado e as inquietações contemporâneas.
Inspiração: a lenda da banshee e a herança McQueen
McGirr recorreu à lenda irlandesa da banshee — figura sobrenatural que anuncia morte ou mudança — como ponto de partida conceitual.
Ele explica que essa figura carrega tanto o peso simbólico quanto uma memória pessoal, aproximando o tema da intimidade emocional.
Além disso, McGirr revisita elementos icônicos da história McQueen, como o corte “bumster” reinterpretado em painéis de malha e aberturas sutis, assim como o uso da silhueta “S-bend” em lapelas enroladas.
Essa tensão entre inovação e reverência aos códigos históricos da casa é uma das marcas centrais do desfile McQueen Spring Summer 2025.
Estilo e destaques da coleção
A coleção transitou entre cortes austeros e silhuetas fluidas:
Tailoring sofisticado: jaquetas estruturadas, lapela enrolada, coletes e calças com recortes, muitas vezes com bordados metálicos ou detalhes em franjas. Vestidos etéreos: tecidos leves, transparências, organza e chiffon se mesclam, evocando uma leveza quase fantasmal. Paleta chromática: tons sóbrios e neutros (preto, branco, off-white) dominam os looks iniciais, aos quais se somam acentos em rosa, verde ou metalizados conforme o desfile avança. Acessórios e calçados: botas plataforma, bolsas com hardware pendente, óculos com armação marcada e detalhes metálicos. Fechamento dramático: looks finais com franjas cintilantes que encobriam o rosto, evocando o lamento da banshee — um desfecho carregado de simbolismo e teatralidade.
Esse equilíbrio entre rigidez e leveza — cortantes porém fluídos — foi destacado por críticos como “sharp meets soft” ao comentar o desfile.
Recepção e significado para a marca McQueen
A exibição McQueen Spring Summer 2025 foi amplamente vista como uma evolução em relação à coleção de estreia da era McGirr, conciliando audácia com uma clareza maior de propósito.
Críticos elogiaram o refinamento, a coerência temática e os momentos de forte impacto visual, embora alguns apontem que McGirr ainda está em processo de solidificação de sua assinatura pessoal.
Para a marca McQueen, esse desfile representa um passo estratégico: reafirmar sua identidade dramática enquanto projeta relevância para o mercado contemporâneo.
recorreu à lenda irlandesa da banshee — figura sobrenatural que anuncia morte ou mudança — como ponto de partida conceitual.
Ele explica que essa figura carrega tanto o peso simbólico quanto uma memória pessoal, aproximando o tema da intimidade emocional.
Além disso, McGirr revisita elementos icônicos da história McQueen, como o corte “bumster” reinterpretado em painéis de malha e aberturas sutis, assim como o uso da silhueta “S-bend” em lapelas enroladas.
Essa tensão entre inovação e reverência aos códigos históricos da casa é uma das marcas centrais do desfile McQueen Spring Summer 2025.
Estilo e destaques da coleção
A coleção transitou entre cortes austeros e silhuetas fluidas:
Tailoring sofisticado: jaquetas estruturadas, lapela enrolada, coletes e calças com recortes, muitas vezes com bordados metálicos ou detalhes em franjas. Vestidos etéreos: tecidos leves, transparências, organza e chiffon se mesclam, evocando uma leveza quase fantasmal. Paleta chromática: tons sóbrios e neutros (preto, branco, off-white) dominam os looks iniciais, aos quais se somam acentos em rosa, verde ou metalizados conforme o desfile avança. Acessórios e calçados: botas plataforma, bolsas com hardware pendente, óculos com armação marcada e detalhes metálicos. Fechamento dramático: looks finais com franjas cintilantes que encobriam o rosto, evocando o lamento da banshee — um desfecho carregado de simbolismo e teatralidade.
Esse equilíbrio entre rigidez e leveza — cortantes porém fluídos — foi destacado por críticos como “sharp meets soft” ao comentar o desfile.
Recepção e significado para a marca McQueen
A exibição McQueen Spring Summer 2025 foi amplamente vista como uma evolução em relação à coleção de estreia da era McGirr, conciliando audácia com uma clareza maior de propósito.
Críticos elogiaram o refinamento, a coerência temática e os momentos de forte impacto visual, embora alguns apontem que McGirr ainda está em processo de solidificação de sua assinatura pessoal.
Para a marca McQueen, esse desfile representa um passo estratégico: reafirmar sua identidade dramática enquanto projeta relevância para o mercado contemporâneo.
O desfile Acne Studios Spring/Summer 2026 na Paris Fashion Week apresentou-se como uma proposta audaciosa de redefinição de identidade e estilo, projetada para desafiar expectativas normativas. Sob a direção criativa de Jonny Johansson, a coleção explorou a fluidez de gênero, misturando elementos contrastantes com sensibilidade estética e ambiguidade proposital.
Ambiente e conceito
Realizado no imponente Collège des Bernardins, espaço do século XIII, o desfile foi ambientado como um “cigar salon” escurecido, com painéis de arte de Pacifico Silano, que evocavam temas homoeróticos, memória queer e desejo. A atmosfera, combinando sombra, textura e luz fragmentada, reforçou a ideia de introspecção, provocação e de um mundo visual onde o vestido fala também sobre identidade.
Estilo, peças e destaque
A alfaiataria aparece desconstruída: blazers de couro queimado, cortes que desafiam a rigidez, contrastes entre formas firmes e tecidos transparentes. Transparências e renda emergem como elementos chave, muitas vezes tensionadas com jaquetas pesadas ou denim destruído. Acessórios que marcam presença: botas estilo cowboy pontiagudas, brincos grandes (alguns “moon-ear” ou que cobrem partes da orelha), bolsas Camero oversized. A paleta de cores jogou entre o escuro (couros queimados, pretos saturados) e o contraste claro (alfaiataria branca, rendas translúcidas), com texturas que variavam entre o áspero e o liso, o bruto e o sensual.
Impacto e significado
Acne Studios SS26 sinaliza um momento importante de moda contemporânea, onde a estética não é apenas sobre o que se veste, mas quem veste e como se veste. A coleção expõe como identidade, gênero e desejo continuam sendo territórios disruptivos da moda; não apenas para chocar, mas para abrir espaço para múltiplas narrativas.
Essa ousadia visual promete repercutir: cortes andróginos, o uso de transparências e a estética artística devem influenciar tanto tendência de passarela quanto estilo urbano e editorial. Acne reforça sua posição como marca que observa, interpreta e reage ao zeitgeist, não apenas o segue.
Com Acne Studios Spring/Summer 2026, a Paris Fashion Week brilhou com uma coleção que vai além da roupa: é manifesto estético. Johansson oferece não só peças para usar, mas visões do que vestir pode querer dizer — questionamento, liberdade e beleza fragmentada. Para quem acompanha moda com olho crítico, SS26 é referência para entender para onde vão as silhuetas, as identidades e os desejos.