Na reta final da Paris Fashion Week, Miuccia Prada apresentou para a Miu Miu Spring/Summer 2026 uma coleção que une moda, história e reflexão social. A passarela transformou o símbolo do avental — tradicionalmente ligado ao trabalho doméstico — em um manifesto sobre o valor do trabalho feminino e a dignidade que existe no cotidiano.
“Falamos muito de glamour, mas a vida também é difícil. O avental contém essa vida difícil das mulheres.”
— Miuccia Prada
A marca reafirma sua posição como um dos nomes mais inteligentes e sensíveis da moda contemporânea, abordando temas sociais com leveza estética e precisão conceitual.
🪡 Aventais, alfaiataria e feminilidade funcional
A passarela da Miu Miu foi um desfile de contrastes e significados. Tecidos utilitários como canvas e popeline se misturaram à delicadeza da seda e da renda, criando looks que transitam entre o mundo do trabalho e o universo do desejo.
O avental foi o protagonista — reinterpretado em múltiplas formas: sobre vestidos românticos, combinando com saias estruturadas, aparecendo em crochê floral ou couro. A peça, símbolo de cuidado e resistência, tornou-se o novo ícone do luxo inteligente da marca.
👗 Estilo e presença
No casting, nomes como Sandra Hüller, Milla Jovovich e Towa Bird caminharam pela passarela, representando gerações e identidades diversas. Em meio a um clima político instável na França, o desfile reforçou a ideia de estabilidade e consistência — qualidades raras e necessárias no mundo da moda atual.
💭 Moda como reflexão
Mais do que uma coleção, a Miu Miu Spring/Summer 2026 propõe uma conversa sobre trabalho, identidade e autenticidade. O luxo não é mais sobre o inacessível, mas sobre o que é real, vivido e sentido.
Miuccia Prada continua a desafiar o olhar do público e a redefinir o que significa ser mulher — e vestir o poder de forma consciente.
O desfile da Miu Miu na Paris Fashion Week 2026 é um lembrete poético de que a moda é também um espaço de diálogo e resistência. Ao transformar o avental — um símbolo da invisibilidade feminina — em um emblema de força e beleza, a marca mostra que a elegância está, mais do que nunca, no ato de existir.
O desfile McQueen Spring Summer 2025, apresentado durante a Paris Fashion Week, marcou um momento decisivo na evolução da casa Alexander McQueen sob a direção criativa de Seán McGirr. Ao revisitar mitos celtas e códigos da marca, McGirr busca afirmar sua voz sem abandonar a herança dramática que caracteriza McQueen.
O desfile teve lugar na prestigiosa École des Beaux-Arts, transformada em cenário onírico e sugestivo para a coleção SS25.
A montagem cenográfica — criada em parceria com o artista Tom Scutt — evocava sensações etéreas, com efeitos de névoa, estrutura metálica exposta e piso parcialmente “escavado”, sugerindo um mundo entre visível e oculto.
Esse ambiente reforçou a narrativa proposta pelo estilista: um desfile que dialoga com o misticismo do passado e as inquietações contemporâneas.
Inspiração: a lenda da banshee e a herança McQueen
O desfile teve lugar na prestigiosa École des Beaux-Arts, transformada em cenário onírico e sugestivo para a coleção SS25.
A montagem cenográfica — criada em parceria com o artista Tom Scutt — evocava sensações etéreas, com efeitos de névoa, estrutura metálica exposta e piso parcialmente “escavado”, sugerindo um mundo entre visível e oculto.
Esse ambiente reforçou a narrativa proposta pelo estilista: um desfile que dialoga com o misticismo do passado e as inquietações contemporâneas.
Inspiração: a lenda da banshee e a herança McQueen
McGirr recorreu à lenda irlandesa da banshee — figura sobrenatural que anuncia morte ou mudança — como ponto de partida conceitual.
Ele explica que essa figura carrega tanto o peso simbólico quanto uma memória pessoal, aproximando o tema da intimidade emocional.
Além disso, McGirr revisita elementos icônicos da história McQueen, como o corte “bumster” reinterpretado em painéis de malha e aberturas sutis, assim como o uso da silhueta “S-bend” em lapelas enroladas.
Essa tensão entre inovação e reverência aos códigos históricos da casa é uma das marcas centrais do desfile McQueen Spring Summer 2025.
Estilo e destaques da coleção
A coleção transitou entre cortes austeros e silhuetas fluidas:
Tailoring sofisticado: jaquetas estruturadas, lapela enrolada, coletes e calças com recortes, muitas vezes com bordados metálicos ou detalhes em franjas. Vestidos etéreos: tecidos leves, transparências, organza e chiffon se mesclam, evocando uma leveza quase fantasmal. Paleta chromática: tons sóbrios e neutros (preto, branco, off-white) dominam os looks iniciais, aos quais se somam acentos em rosa, verde ou metalizados conforme o desfile avança. Acessórios e calçados: botas plataforma, bolsas com hardware pendente, óculos com armação marcada e detalhes metálicos. Fechamento dramático: looks finais com franjas cintilantes que encobriam o rosto, evocando o lamento da banshee — um desfecho carregado de simbolismo e teatralidade.
Esse equilíbrio entre rigidez e leveza — cortantes porém fluídos — foi destacado por críticos como “sharp meets soft” ao comentar o desfile.
Recepção e significado para a marca McQueen
A exibição McQueen Spring Summer 2025 foi amplamente vista como uma evolução em relação à coleção de estreia da era McGirr, conciliando audácia com uma clareza maior de propósito.
Críticos elogiaram o refinamento, a coerência temática e os momentos de forte impacto visual, embora alguns apontem que McGirr ainda está em processo de solidificação de sua assinatura pessoal.
Para a marca McQueen, esse desfile representa um passo estratégico: reafirmar sua identidade dramática enquanto projeta relevância para o mercado contemporâneo.
recorreu à lenda irlandesa da banshee — figura sobrenatural que anuncia morte ou mudança — como ponto de partida conceitual.
Ele explica que essa figura carrega tanto o peso simbólico quanto uma memória pessoal, aproximando o tema da intimidade emocional.
Além disso, McGirr revisita elementos icônicos da história McQueen, como o corte “bumster” reinterpretado em painéis de malha e aberturas sutis, assim como o uso da silhueta “S-bend” em lapelas enroladas.
Essa tensão entre inovação e reverência aos códigos históricos da casa é uma das marcas centrais do desfile McQueen Spring Summer 2025.
Estilo e destaques da coleção
A coleção transitou entre cortes austeros e silhuetas fluidas:
Tailoring sofisticado: jaquetas estruturadas, lapela enrolada, coletes e calças com recortes, muitas vezes com bordados metálicos ou detalhes em franjas. Vestidos etéreos: tecidos leves, transparências, organza e chiffon se mesclam, evocando uma leveza quase fantasmal. Paleta chromática: tons sóbrios e neutros (preto, branco, off-white) dominam os looks iniciais, aos quais se somam acentos em rosa, verde ou metalizados conforme o desfile avança. Acessórios e calçados: botas plataforma, bolsas com hardware pendente, óculos com armação marcada e detalhes metálicos. Fechamento dramático: looks finais com franjas cintilantes que encobriam o rosto, evocando o lamento da banshee — um desfecho carregado de simbolismo e teatralidade.
Esse equilíbrio entre rigidez e leveza — cortantes porém fluídos — foi destacado por críticos como “sharp meets soft” ao comentar o desfile.
Recepção e significado para a marca McQueen
A exibição McQueen Spring Summer 2025 foi amplamente vista como uma evolução em relação à coleção de estreia da era McGirr, conciliando audácia com uma clareza maior de propósito.
Críticos elogiaram o refinamento, a coerência temática e os momentos de forte impacto visual, embora alguns apontem que McGirr ainda está em processo de solidificação de sua assinatura pessoal.
Para a marca McQueen, esse desfile representa um passo estratégico: reafirmar sua identidade dramática enquanto projeta relevância para o mercado contemporâneo.
O desfile Acne Studios Spring/Summer 2026 na Paris Fashion Week apresentou-se como uma proposta audaciosa de redefinição de identidade e estilo, projetada para desafiar expectativas normativas. Sob a direção criativa de Jonny Johansson, a coleção explorou a fluidez de gênero, misturando elementos contrastantes com sensibilidade estética e ambiguidade proposital.
Ambiente e conceito
Realizado no imponente Collège des Bernardins, espaço do século XIII, o desfile foi ambientado como um “cigar salon” escurecido, com painéis de arte de Pacifico Silano, que evocavam temas homoeróticos, memória queer e desejo. A atmosfera, combinando sombra, textura e luz fragmentada, reforçou a ideia de introspecção, provocação e de um mundo visual onde o vestido fala também sobre identidade.
Estilo, peças e destaque
A alfaiataria aparece desconstruída: blazers de couro queimado, cortes que desafiam a rigidez, contrastes entre formas firmes e tecidos transparentes. Transparências e renda emergem como elementos chave, muitas vezes tensionadas com jaquetas pesadas ou denim destruído. Acessórios que marcam presença: botas estilo cowboy pontiagudas, brincos grandes (alguns “moon-ear” ou que cobrem partes da orelha), bolsas Camero oversized. A paleta de cores jogou entre o escuro (couros queimados, pretos saturados) e o contraste claro (alfaiataria branca, rendas translúcidas), com texturas que variavam entre o áspero e o liso, o bruto e o sensual.
Impacto e significado
Acne Studios SS26 sinaliza um momento importante de moda contemporânea, onde a estética não é apenas sobre o que se veste, mas quem veste e como se veste. A coleção expõe como identidade, gênero e desejo continuam sendo territórios disruptivos da moda; não apenas para chocar, mas para abrir espaço para múltiplas narrativas.
Essa ousadia visual promete repercutir: cortes andróginos, o uso de transparências e a estética artística devem influenciar tanto tendência de passarela quanto estilo urbano e editorial. Acne reforça sua posição como marca que observa, interpreta e reage ao zeitgeist, não apenas o segue.
Com Acne Studios Spring/Summer 2026, a Paris Fashion Week brilhou com uma coleção que vai além da roupa: é manifesto estético. Johansson oferece não só peças para usar, mas visões do que vestir pode querer dizer — questionamento, liberdade e beleza fragmentada. Para quem acompanha moda com olho crítico, SS26 é referência para entender para onde vão as silhuetas, as identidades e os desejos.
O desfile da Balmain Spring/Summer 2026 na Paris Fashion Week marcou um ponto de virada para a grife. Sob a direção criativa de Olivier Rousteing, a maison explorou um lado mais fluido, marítimo e natural, sem perder sua identidade sofisticada.
O DNA de Balmain em evolução
Conchas bordadas, franjas leves como ondas e tecidos translúcidos foram protagonistas da passarela. O estilista definiu o desfile como um “continuum” — não uma ruptura, mas uma evolução da história da marca.
Destaques do desfile
Calças soltas estilo “genie” e suéteres de trama aberta; Vestidos decorados com conchas naturais, que transmitiram poesia e frescor; Cintos de corda e bolsas com franjas, reforçando a estética marítima; Paleta de tons neutros — areia, bege, marfim e nuances suaves que refletiam a atmosfera costeira.
Impacto na moda
Balmain mostrou que o luxo pode ser reinventado com leveza. Rousteing deixou de lado os cortes militares rígidos para apostar em drapeados e movimentos fluidos, sugerindo uma tendência boho-luxury para o verão 2026.
O desfile ainda teve um peso simbólico: foi apresentado no mesmo local onde Rousteing estreou como diretor criativo da marca, celebrando a memória e a evolução da Balmain.
O Balmain Spring/Summer 2026 é um manifesto de renovação estética, provando que a moda pode equilibrar tradição e inovação. Mais do que roupas, foi uma narrativa de transformação — e um dos desfiles mais comentados da Paris Fashion Week 2026.
A Paris Fashion Week ganhou um de seus momentos mais impactantes ontem com o desfile da Saint Laurent Spring Summer 2026. Anthony Vaccarello apresentou uma coleção que equilibra poder, sensualidade e minimalismo dramático, reafirmando a força da maison no cenário da moda.
🌸 Destaques do desfile
Silhuetas estruturadas com ombros fortes e colarinhos oversized. Babados fluidos em contraste com cortes rígidos. Cores vibrantes como verde-água, borgonha e ocre, quebrando o clássico preto da marca. Acessórios statement, como óculos oversized e brincos marcantes.
👠 Momento marcante
O retorno de Bella Hadid à passarela emocionou o público. Usando um trench translúcido com óculos de sol gigantes, a modelo reforçou a narrativa de resistência e glamour.
📌 Tendências que vêm por aí
A alfaiataria poderosa segue em alta. Paletas ousadas ganham força no lugar do preto absoluto. O equilíbrio entre teatralidade e sobriedade será chave em 2026.
A renomada marca Chanel apresentou seu alta costura Primavera/Verão em Paris hoje. O que podemos ver no desfile, que aconteceu no Grand Palais, foi uma apresentação toda modelada no logotipo da marca, onde os convidados ficavam dentro da estrutura logotipica.
Em relação as peças, vimos o clássico da Chanel, com toques de brilho, cores neutras contrastando com tons fortes como o azul royal, o vermelho e o verde bandeira. Podemos ver muito o branco e preto que já são marcas da Chanel, assim como os tons pastéis que estão na moda, entre eles o amarelo manteiga e o azul celeste.
As peças iam desde bermudas alongadas, shorts clássicos, calças, vestidos longos e curtos, saias e os casacos. Os casacos receberam uma atenção redobrada nessa coleção, indo do mais curto ao mais longo, passando pelas capas que se viu muito no desfile da marca. Em relação aos tecidos, podemos ver uma riqueza de detalhes, muito tule, babados, brilhos e tecidos leves e fluídos.
Podemos ver referências dos anos 50, que não só foi visto na Chanel, mas também em outras marcas nesse haute couture. Todas as modelos usaram em seus pés, o famosos slingack da marca. Com uma seleção de convidados impecáveis como Fernanda Torres, a outros nem tanto, como Kylie Jenner, a marca mostrou que o clássico nunca sai de moda.
Um desfile com bastante sensualidade, mostrando uma mulher muito feminina, mas ao mesmo tempo, simples e sofisticada.
Com peças jogando entre neutras, color e metalizados, vimos muito cut-out, vestidos fluídos, cinturas mais marcadas, ombros a mostra e um toque dos anos 40.
A marca veio com um desfile simples, mas elegante, mostrando que a mulher pode ser sofisticada e ao mesmo tempo sensual.
O desfile da marca Stella McCartney foi bastante extrovertido. Se passando em uma rua de Paris, com o público sentado em cadeiras na calçada, a marca apresentou peças muito bonitas, desde leves até mais pesadas.
Vimos desde jeans, até trend coat. Passando por muita alfaiataria, cores neutras contrastando com o metalizado.
O que esperar da renomada marca Victoria Beckham? Classe, elegância e ao mesmo tempo arrojada, essa é o DNA a marca.
Com bastante transparência nos vestidos alongados, cores neutras e sofisticadas e claro, o famoso terninho que é a peça chave da marca.
Vimos vestidos com cortes arrojados, ao mesmo tempo que longos, vimos alguns curtos, macacões, muita alfaiataria. A alfaiataria sempre foi a peça chave da marca Victoria Beckham.
Mas claro, os olhos não ficaram somente nas peças, mas sim na família Beckham presente e em Kendall Jenner desfilando para a marca.