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Moschino Fall/Winter 2026 na Milan Fashion Week: irreverência, cultura pop e assinatura criativa no centro de Milão

Na Milan Fashion Week Fall/Winter 2026/27, a Moschino reforçou seu lugar como uma das casas mais inventivas e visualmente ousadas do calendário italiano. Apresentada em 27 de fevereiro, a coleção assinada pelo diretor criativo Adrian Appiolaza combinou humor, referências culturais e elementos narrativos para criar uma experiência de moda que ultrapassa as expectativas tradicionais de um desfile. 

Uma coleção que dialoga com identidade cultural e imagética

Diferentemente de narrativas puramente minimalistas ou utilitárias vistas em outras passarelas desta temporada, Moschino trouxe para a passarela referências artísticas e culturais globais — com destaque para ícones como a figura de Mafalda, personagem do célebre cartunista argentino Quino, que surgiu como elemento visual recorrente nas peças e imagens do show. Essa apropriação não apenas adiciona um tom lúdico e narrativo à coleção, mas também reforça uma conexão entre moda e cultura pop que vai além do óbvio. 

A presença desses símbolos pode ser lida como um gesto de afirmação de identidade em um momento em que temas socioculturais ganham cada vez mais espaço nas conversas de moda contemporânea — transformando a passarela em uma tela de expressão criativa e crítica. 

Irreverência e assinatura visual Moschino

A coleção FW26 da Moschino explorou silhuetas marcantes, cores contrastantes e detalhes surreais, mantendo-se fiel à estética irreverente que caracteriza a grife desde seus primórdios. Peças com proporções exageradas, contrastes gráficos e elementos inesperados — como estampas e referências icônicas da cultura pop — tornaram o lineup visualmente impactante e memorável. 

Essa atitude criativa reflete a capacidade da marca de transformar o vestuário em narrativa — uma linguagem visual que dialoga tanto com quem acompanha moda como com quem vê no design uma expressão de identidade e atitude. 

Presença e impacto no calendário da moda milanesa

No contexto amplo da Milan Fashion Week, onde muitas casas optam por apresentar coleções que equilibram tradição e pragmatismo, a Moschino se destacou por reforçar a importância de se ousar e questionar. Ao trazer ícones culturais e humor como partes integrantes da coleção, a marca reafirma sua relevância crítica e estética no cenário internacional da moda. 

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Tod’s Fall/Winter 2026 na Milan Fashion Week: quando o luxo encontra a vida real

A Milan Fashion Week Fall/Winter 2026 foi marcada por contrastes: enquanto algumas grifes apostaram em narrativas exuberantes e visuais expressivos, outras — como Tod’s — optaram por uma reflexão mais íntima e centrada na experiência do vestir no cotidiano. 

Nesta temporada, Tod’s apresentou sua coleção Fall/Winter 2026-27 sob o conceito “The Italian Touch”, uma visão que vai além do simples desfile para celebrar a arte de viver italiana, a conexão entre pessoas e o valor do tempo compartilhado. 

Uma coleção centrada no essencial

Em vez de um tradicional desfile com passarela, Tod’s escolheu um formato mais cinematográfico e narrativo: a coleção foi apresentada através do vídeo “The Italian Touch”, gravado na icônica Villa Necchi Campiglio em Milão, onde um grupo de amigos se reúne em torno de uma mesa. 

Essa escolha estética e narrativa reflete a proposta da marca para a estação — autenticidade, espontaneidade e luxo vivido, não apenas exibido. Os protagonistas do vídeo não são modelos profissionais, mas pessoas reais, convidadas justamente por quem elas são. 

Peles, tecidos e tradição artesanal

O cerne da coleção permanece fiel aos valores que sempre definiram Tod’s: materiais premium, técnica artesanal e atenção ao detalhe. O destaque fica por conta do Winter Gommino, a bota icônica da marca, reinterpretada com solas robustas, forros em cashmere ou shearling e proporções que equilibram tradição e funcionalidade — perfeita tanto para ambientes urbanos quanto para climas alpinos. 

Os casacos e jaquetas em couro e camurça aparecem em paletas sóbrias, com texturas naturais que reforçam o compromisso da marca com o conforto e a durabilidade ao longo da estação fria. A coleção aposta em peças que parecem ter sido feitas para serem usadas de verdade, e não apenas admiradas à distância.

Uma resposta à moda contemporânea

No contexto geral da Milan Fashion Week 2026, muitas marcas procuraram equilibrar fantasia e realidade, criatividade e pragmatismo. Enquanto algumas casas exploraram glamour teatral ou narrativas audaciosas, a Tod’s encontrou sua voz na simplicidade sofisticada e na elegância prática — uma abordagem que ressoa com consumidores cada vez mais interessados em valor duradouro e autenticidade, em vez de apenas tendência passageira. 

O desfile da Tod’s Fall/Winter 2026 não foi apenas uma coleção — foi um gesto. Um convite para repensar o luxo, para valorizá-lo como um estilo de vida feito de relações humanas, conforto e qualidade diária. Em uma Milan Fashion Week que navegou entre o espetáculo e o introspectivo, Tod’s se posicionou como um porto seguro para quem busca moda com significado e substância.

Fonte: Elle
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Prada Inverno 2026: disciplina estética e emoção contida

Na Milan Fashion Week Fall/Winter 2026, a Prada entregou um desfile que reafirma sua posição como uma das casas mais intelectualmente consistentes da moda contemporânea. Sob a direção criativa de Miuccia Prada e Raf Simons, a coleção explorou a tensão entre estrutura e fragilidade, rigor e sensualidade sutil.

A Prada não trabalha com obviedades. Trabalha com construção de pensamento.

A silhueta: entre proteção e exposição

A coleção apresentou uma silhueta precisa, quase arquitetônica:

Casacos estruturados com ombros definidos Saias midi com corte limpo e movimento controlado Malhas densas sobrepostas a tecidos mais leves Vestidos minimalistas interrompidos por recortes inesperados

Há uma sensação de proteção — como se as roupas fossem armaduras urbanas — mas também momentos de vulnerabilidade nas transparências discretas e nas proporções ligeiramente deslocadas.

Texturas e materiais

Lã encorpada, couro polido, nylon técnico e tricôs compactos criaram contraste tátil. A Prada continua dominando a arte de transformar materiais utilitários em luxo intelectual.

A paleta foi contida: cinzas industriais, marrom profundo, verde-escuro, preto e toques de vermelho fechado. Nada grita. Tudo é calculado.

O cenário e a atmosfera

O espaço do desfile reforçou a narrativa de introspecção. Linhas limpas, iluminação estratégica e um ritmo cadenciado de passarela criaram uma experiência quase meditativa. A Prada parece interessada em desacelerar o olhar — obrigar o público a observar detalhes, cortes e proporções.

O que essa coleção sinaliza

A temporada Fall/Winter 2026 da Prada aponta para três movimentos importantes:

Rigor como resposta ao excesso – menos espetáculo, mais precisão. Feminilidade intelectualizada – sensualidade implícita, não explícita. Luxo silencioso com identidade forte – minimalismo, mas nunca genérico.

Em um mercado saturado de tendências rápidas, a Prada reforça que estilo é construção de longo prazo.

Tendências que podem ecoar

Alfaiataria com ombros definidos Saias midi estruturadas Sobreposições compactas Paleta neutra profunda Texturas utilitárias elevadas ao luxo

O desfile da Prada na Milan Fashion Week Fall/Winter 2026 não foi feito para viralizar — foi feito para durar.

É moda que exige atenção. Que propõe reflexão. Que constrói identidade.

E talvez seja exatamente isso que o momento pede: menos ruído, mais substância.

Fonte: Google

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Emporio Armani Fall/Winter 2026-27: tradição com toque contemporâneo

Nesta Milan Fashion Week 2026, a Emporio Armani apresentou uma das coleções mais comentadas da semana: uma sfilata co-ed que reafirma o compromisso da marca com elegância urbana, versatilidade e um diálogo claro entre passado e presente. 

Um novo capítulo sob liderança criativa familiar

A coleção é a primeira apresentada sob a direção conjunta de Silvana Armani e Leo Dell’Orco, respectivamente responsáveis pelo womenswear e menswear — herdeiros criativos do legado de Giorgio Armani. Eles conseguiram um resultado que honra os fundamentos clássicos da maison, ao mesmo tempo em que introduz nuances modernas e inesperadas. 

O desfile se move com naturalidade entre peças de inspiração urbana e referências clássicas: trench coats envolventes, complets com volumes relaxados, cardigãs longos e malhas suaves compõem um guarda-roupa que transita com facilidade entre o cotidiano e momentos mais formais. 

Estética e narrativa da coleção

O conceito central parece ser “escolher quem você quer ser” — uma ideia de identidade vestível e multifacetada que celebra tanto a disciplina das linhas clássicas quanto a leveza do estilo urbano contemporâneo. 

Silhuetas e materiais

Volumes fluidos e estruturados: complets que brincam com proporções, equilibrando relaxamento e definição;  Texturas variadas: tweed, lã, maxi peles e detalhes ricos em textura, que trazem profundidade à paleta;  Vestir sem fronteiras de gênero: a coleção co-ed destaca peças transversais que funcionam tanto no universo feminino quanto no masculino;  Cores e nuances: do clássico greige (bege + cinza) ao marrom, azul profundo e toques de bordeaux — um espectro que é ao mesmo tempo tradicional e atual. 

Atmosfera do desfile e presença no front row

A energia da passarela refletiu um equilíbrio entre serenidade e dinamismo — com modelos marchando em pares ou em pequenos grupos, evocando uma espécie de coreografia viva que funde masculinidade e feminilidade. 

No front row, nomes como Kendall Jenner e Nicholas Galitzine marcaram presença, ressaltando a mistura de glamour e estilo urbano que o show propõe — Jenner, por exemplo, trouxe um look minimalista e elegante que dialoga com a estética da coleção. 

A mensagem por trás da coleção

O desfile da Emporio Armani durante a Milan Fashion Week 2026 se posiciona como um manifesto de moda funcional e acessível, sem abrir mão da sofisticação. Ele sugere que a elegância não está apenas no formalismo extremo, nem na ruptura radical, mas no equilíbrio entre tradição, usabilidade e liberdade de expressão através das roupas.

Este foi um momento importante para a marca: não apenas por reafirmar seu lugar no calendário internacional, mas por mostrar que o legado de Armani continua vivo e relevante, mesmo em um cenário pós-fundador que olha para o futuro com confiança criativa. 

A coleção de Emporio Armani na Milan Fashion Week 2026 é um exemplo de como uma casa icônica pode renovar seu discurso estético sem perder sua essência. É um convite a vestir quem você é — com estilo, com história e com leveza.

Fonte: Google
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Proenza Schouler: Uma Nova Era da Moda Americana

No coração do New York Fashion Week (NYFW), a icônica grife Proenza Schouler apresentou sua coleção Fall/Winter 2026 sob a nova direção criativa de Rachel Scott — marca de um novo capítulo para a casa que há duas décadas define o estilo urbano-elegante americano. 

Com uma estética que equilibra sofisticação e atitude, a coleção vista na passarela trouxe um diálogo entre precisão, textura e contradição, refletindo uma mulher contemporânea que rejeita a perfeição como limite e abraça sua própria complexidade. Tons escuros e ricos contrastaram com peles e materiais naturais, enquanto cortes elegantes e artesanais deram corpo a peças que se movem facilmente entre o cotidiano e situações sociais mais formais. 

No repertório de acessórios, as silhuetas clássicas foram reinterpretadas com materiais mistos — da pele de bezerro ao suede de cashmere — em bolsas icônicas como a Hex e versões modernas de bolsas tipo clutch e bowler. A moda caminhou ao lado do design urbano, com sapatos de salto fino e proporções alongadas que acrescentam drama sutil às composições. 

O desfile desta manhã também foi celebrado pela presença de nomes influentes do universo da moda e do front row, que aplaudiram a visão renovada da marca e o refinamento das peças pensadas para a mulher moderna — artista, executiva e viajante, em constante movimento entre mundos e estilos. 

Em resumo, o desfile da Proenza Schouler no NYFW não foi apenas mais uma apresentação na semana de moda de Nova York — foi uma declaração de intencionalidade e identidade, posicionando a marca como protagonista na evolução do vestuário contemporâneo.  

Fonte: Elle
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Carolina Herrera Spring 2026 em Madrid: Um Amor-Declarado à Capital Espanhola

O desfile Carolina Herrera Spring 2026 marcou um momento histórico para a marca. Pela primeira vez, a coleção principal – e não uma linha resort – foi apresentada fora de Nova York, escolhendo Madrid como palco, mais especificamente a emblemática Plaza Mayor.

Inspiração e contexto

Wes Gordon, diretor criativo da Carolina Herrera, mergulhou na rica cultura espanhola para desenhar os 77 looks da coleção primavera/verão 2026.  Ele combinou duas grandes referências: a Era de Ouro da Espanha (séculos XV-XVI) e a Movida Madrileña dos anos 80. Essa fusão aparece tanto nos cortes como nas cores e na atitude estética. 

Locação e espetáculo visual

A escolha da Plaza Mayor de Madrid, praça símbolo do centro histórico, conferiu não só majestade mas também uma ambientação teatral e simbólica ao desfile.  A passarela teve cerca de 450 metros coberta por um tom rosa pálido, clássico da marca, que contrastou com os elementos históricos de fundo.  A ambientação sonora idem: músicas que evocam a cultura pop dos anos 80, parte da estética da Movida, reforçaram a atmosfera madrilenha. 

Elementos de design e colaborações locais

Muito trabalho artesanal: bordados de flores (cravos, violetas, rosas), tecidos trabalhados, camadas volumosas que lembram os vestidos barrocos, silhuetas de “Meninas”, inspiração no traje taurino com pedalier preto e corsets estruturados.  Colaborações com artesãos de Madrid: Casa Seseña (capas), cerâmicas de Andrés Gallardo, acessórios feitos por fabricantes locais.  Inclusão de designers espanhóis contemporâneos: Sybilla contribuiu com vestidos shift com painéis flutuantes e Palomo Spain reinterpretou a camisa branca emblemática da casa Herrera. 

Significado estratégico e impacto

Este desfile marca uma mudança estratégica para Carolina Herrera: levar sua coleção principal para fora da sua base tradicional em Nova York, reforçando presença internacional e laços culturais com a Espanha.  Também é um tributo à influência da moda espanhola e ao mercado ibérico, um reforço simbólico do vínculo da marca com a herança espanhola via seu grupo-mãe Puig.  O evento coincidiu com o lançamento do novo perfume “La Bomba”, aproveitando o momento de visibilidade máxima para integrar moda + beleza + experiência sensorial. 

Tendências que emergem

Volumes dramáticos, silhuetas teatrais e contrastes entre o clássico e o moderno. Uso intenso de florais e bordados como marcas registradas, resgatando técnicas artesanais. Referência histórica como estética contemporânea: tecidos com inspiração barroca, cores que aludem ao teatro, dorados, pretos marcantes e vermelhos característicos. Interseção entre moda de passarela e cultura local: música, artesanato, designers da região.

Vídeo: Carolina Herrera
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Desfile Elie Saab: A Beleza Natural Reimaginada

O desfile da marca Elie Saab teve a ideia de trazer a beleza natural de volta. Com adornos em seus vestidos estruturados, como flores e destalhes com muito brilho, traz a tona uma iluminação da beleza feminina. O simples, com cortes retos e lindas capas que adornam os vestidos, calças que compõem looks fluídos e neutros.

A riqueza dos detalhes das costuras, dos body´s dos vestidos com adornos e dos brilhos, junto com cores neutras e ricas, deixou o desfile impecável.

Confira na integra:

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Max Mara – Milan Fashion Week

O que falar do desfile da marca Max Mara? Simplesmente um dos melhores que vi ou o melhor.

A marca trouxe seu “quiet luxury” de sempre, com tons neutros: podemos ver preto, branco, marrom, azul marinho, camel, cinza e por aí vai. As peças eram bem estruturadas, em alfaiataria. Podemos ver que as saias longas que davam a ilusão de um corpo mais alongado, bolsas grandes, camisas e conjuntos de bermuda, camisa e blazer.

Os blazers eram alongados, alguns vestidos com cutout e podemos ver também cintos, muitos cintos completando muitos looks da passarela. Vimos uma sensualidade mas com um toque clássico.

Veja o desfile:

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Etro - Milan Fashion Week
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Etro – Milan Fashion Week

O desfile da marca Etro foi com cores e um toque Espanhol, muitas calças flare, saias e texturas. Podemos ver o jeans misturado com o couro, cores vibrantes com cores neutras, bastante tops com saias e por aí vai.

Foi um desfile bastante despojado, com o read to wear sendo apresentado, uma coleção leve e vibrante, alegre e divertida, com bastante babados. Podemos ver tons terrosos se misturando com tons coloridos.

O desfile contou com uma “paisagem” bastante verão, com plantas da estação e música com uma batida mais vibrantes, podemos ver um tom escuro na passarela.

Confira o vídeo:

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Elie Saab – Paris Fashion Week

Um desfile com bastante sensualidade, mostrando uma mulher muito feminina, mas ao mesmo tempo, simples e sofisticada.

Com peças jogando entre neutras, color e metalizados, vimos muito cut-out, vestidos fluídos, cinturas mais marcadas, ombros a mostra e um toque dos anos 40.

A marca veio com um desfile simples, mas elegante, mostrando que a mulher pode ser sofisticada e ao mesmo tempo sensual.

Confira o desfile abaixo:

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