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Balenciaga Spring Summer 2026: provocação, desconstrução e o poder do desconforto na Paris Fashion Week

O desconforto como estética

Na Paris Fashion Week Spring Summer 2026, a Balenciaga de Demna Gvasalia mais uma vez desafiou convenções e expectativas. Conhecida por provocar reflexões sobre consumo, identidade e imagem, a maison apresentou uma coleção que une o caos urbano ao refinamento técnico — um manifesto visual sobre o tempo em que vivemos.

A Balenciaga Spring Summer 2026 foi uma performance tanto quanto um desfile: o desconforto proposital se tornou uma forma de beleza, e o exagero, um novo tipo de luxo.

Entre o streetwear e a escultura

A coleção alternou volumes monumentais e silhuetas ajustadas. Casacos oversize com ombros estruturados, vestidos de vinil moldado e alfaiataria de precisão arquitetônica se misturaram a peças recicladas e reinterpretadas — um diálogo entre o passado e o futuro.

Tecidos experimentais, como nylon metalizado, algodão desbotado e couro regenerado, criaram texturas que pareciam ao mesmo tempo industriais e poéticas. A paleta veio em preto dominante, com flashes de vermelho, prata e tons neutros, destacando o caráter dramático da coleção.

Um desfile-manifesto

O desfile foi mais que moda — foi comentário cultural. Modelos desfilaram com passos lentos, quase cinematográficos, em um cenário urbano que lembrava ruínas pós-modernas. Demna reforçou seu domínio em transformar o banal em arte e o desconfortável em desejo.

A Balenciaga Spring Summer 2026 reafirma a maison como um espelho do nosso tempo: imprevisível, ousada e intelectualmente inquieta.

Com a coleção Spring Summer 2026, a Balenciaga mostrou que o verdadeiro luxo está em desafiar a percepção. Em um mundo saturado de imagens, Demna cria reflexão — e transforma o ruído da era moderna em poesia visual.

Fonte: Fashion Feed
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