A Chanel Spring Summer 2026 marcou um novo capítulo para a maison francesa, com a estreia de Matthieu Blazy como diretor criativo. Apresentada no Grand Palais, a coleção trouxe uma releitura moderna dos elementos clássicos da marca, como o tweed, o jersey e a seda, reinterpretados com leveza e fluidez.
O desfile contou com a presença de celebridades como Nicole Kidman, Margot Robbie, Pedro Pascal e Penélope Cruz, que prestigiaram a nova fase da Chanel.
🧵 Elementos Distintivos da Coleção
Tweed Reimaginado: O clássico tweed foi transformado em tecidos mais leves e arejados, mantendo sua essência, mas com um toque contemporâneo. Silhuetas Fluídas: Blazy introduziu formas mais soltas e fluidas, contrastando com a estrutura tradicional da marca, oferecendo uma sensação de liberdade e movimento. Detalhes Artesanais: A coleção incorporou técnicas artesanais globais, celebrando a diversidade e a riqueza cultural, alinhando-se à visão inclusiva de Blazy.
🌌 Uma Nova Atmosfera
O cenário do desfile foi uma homenagem ao universo, com planetas iluminados ao fundo, simbolizando a expansão e a modernidade da Chanel sob a direção de Blazy.
🔍 Tendências Emergentes
Reinterpretação do Tweed: O tweed leve e arejado promete ser uma tendência para a próxima temporada. Silhuetas Fluídas: Formas soltas e confortáveis ganham destaque, refletindo uma busca por liberdade e movimento. Detalhes Artesanais: A valorização de técnicas manuais e culturais diversificadas será uma marca registrada das próximas coleções.
A estilista polonesa Magda Butrym marcou seu décimo aniversário no mundo da moda com uma estreia oficial de coleção na Paris Fashion Week, apresentando a sua coleção Spring Summer 2026, intitulada “The Studio”.
🧷 Inspiração e conceito
“The Studio” é uma ode ao ateliê de Magda Butrym em Varsóvia, combinado com referências artísticas, como a pintura de Paulina Ołowska em que uma mulher observa outra com quieta intensidade. Esse olhar artístico se mistura ao desejo pela imperfeição planejada — o meio-vestir, elementos meio prontos, camadas que evocam uma feminilidade consciente mas não completamente polida.
✂️ Silhuetas, materiais e detalhes chave
Proporções reduzidas: peças com cortes encurtados, short, saias ou vestidos com comprimento acima do habitual. Inspirações de lingerie: drapeados, corsets, tops justos, transparências que dialogam com o corpo de forma sensual, porém sofisticada. Crochê artesanal e rendas: detalhes delicados feitos à mão, uso de crochê, inserts de renda inspirados no artesanato tradicional. Couro estruturado: sobretudo ou jaquetas de couro bem cortadas que contrastam com as partes mais suaves da coleção. Elementos decorativos: rosas — assinatura da marca — presentes em formas de chapéus, ornamentos estilo doily, volumes que se juntam para formar formas de rosa “acidental”.
🎨 Paleta de cores e atmosfera
A coleção usa uma paleta suave mas com contrastes pontuais: tons neutros, brancos, preto, couro escuro, e acentos de rosa que remetem à flor-rosa característica da marca. A atmosfera do desfile equilibra o feito vs o inacabado — “quase imperfeito”, como a estilista afirma, mas com camadas que trazem feminilidade e poder.
💬 Mensagem, impacto e posicionamento
Magda Butrym entra numa nova fase. Marcar 10 anos com uma coleção apresentada oficialmente em Paris sinaliza maturidade, certa clareza de estilo e desejo de se colocar num patamar ainda mais alto no circuito internacional. “The Studio” não é apenas uma coleção visualmente bonita — é uma afirmação de identidade, de feminilidade poderosa, mas também vulnerável, que não teme mostrar camadas, texturas e contrastes.
Para quem acompanha tendências, a coleção reforça:
o retorno ou a permanência do lingerie dressing como elemento externo à roupa do dia-a-dia, o artesanato como diferencial, especialmente crochê, renda e drapeado que evocam técnicas manuais, o contraste entre partes duras (como couro bem estruturado) e suaves, transparências, volumes delicados.
🔍 Tendências para ficar de olho
Lingerie-inspired tops e body contornos visíveis Crochê, rendas artesanais e detalhes feitos à mão Couro bem cortado em jaquetas e sobretudos como peça-chave Silhuetas que misturam volume e proporção curta Elementos decorativos florais românticos reinterpretados, especialmente a rosa-assinatura Butrym.
A Maison Jean Paul Gaultier inaugurou um novo ciclo sob a direção de Duran Lantink, que estreou sua primeira coleção Ready-to-Wear Spring Summer 2026 com o título “JUNIOR”.
O resultado? Um desfile que honra o passado irreverente de Gaultier enquanto projeta o futuro — ousado, fluido e intensamente performático.
O criador neerlandês mergulhou na energia dos anos 90 e nas festas underground, trazendo à tona o espírito libertário e provocador que sempre marcou o DNA da casa.
🌀 “JUNIOR”: juventude, identidade e subversão
O nome da coleção remete à linha Junior Gaultier (1988-1994), símbolo de rebeldia e experimentação.
Mas Lantink foi além da nostalgia — ele reconstruiu o arquétipo do jovem Gaultier, traduzindo-o em uma linguagem atual, que conversa com diversidade, fluidez e corpo político.
A estética é clubber, sensual e futurista. As roupas são declarações: transparências, bodysuits anatômicos, listras náuticas e tecidos tatuados que revelam a anatomia com ironia e poder.
⚡️ Silhuetas, cores e atitude
Cada look parece feito para a noite — ou para quem vive fora das regras.
O clássico cone bra aparece reimaginado em formas orgânicas arredondadas, enquanto os corsets ganham novas proporções.
Cores como vinho, amarelo mostarda, azul-céu e cinza metálico constroem contrastes vibrantes.
Há também ecos do universo marítimo, com as tradicionais listras “marinheiro”, chapéus e jaquetas náuticas — uma assinatura Gaultier reinterpretada.
🌈 Moda além do gênero
A coleção dissolveu fronteiras: homens, mulheres e pessoas não-binárias desfilaram peças híbridas, fluidas, provocando o olhar.
Foi um desfile sobre liberdade de expressão, sobre vestir-se como manifesto — fiel à provocação poética que sempre fez de Jean Paul Gaultier uma força cultural.
🔥 Tendências que emergem de “JUNIOR”
Transparência e anatomia como linguagem estética Estilo clubwear e teatralidade nos looks Referências aos anos 90 e cultura queer Releituras do cone bra e do corset clássico Mistura de sensualidade, humor e crítica social
O desfile Jean Paul Gaultier Spring Summer 2026 Paris Fashion Week não é apenas um retorno — é uma reinvenção.
Duran Lantink transformou o legado de Gaultier em manifesto visual, reafirmando a moda como um campo de liberdade e provocação.
“JUNIOR” é, acima de tudo, um grito de autenticidade.
E Gaultier, como sempre, continua na linha de frente — entre o espetáculo e o espelho da sociedade.
A diretora criativa Chemena Kamali consolidou sua visão na Chloé Spring Summer 2026 com um desfile que mistura memória e modernidade.
Inspirada pelos arquivos da maison, Kamali resgatou o espírito livre da marca e o reinterpretou sob uma ótica atual: romântica, feminina e poderosa.
A coleção celebrou a mulher contemporânea — sonhadora, mas prática; elegante, mas com naturalidade.
🌸 Entre o vintage e o moderno
No coração do desfile, o diálogo entre o passado e o presente se revelou em estampas florais dos anos 50 e 60, misturadas a silhuetas estruturadas dos anos 80.
Vestidos mini com babados, camisas floridas, saias fluidas e jaquetas de ombros marcados criaram um contraste vibrante entre leveza e força.
As cores oscilaram entre tons pastel e neutros, com toques de laranja queimado, blush e branco perolado — uma paleta que traduz a suavidade boho característica da Chloé.
💫 Tecidos, texturas e movimento
Kamali apostou em tecidos com caimento natural — poplin, seda e malhas leves —, além de drapeados que valorizam o corpo sem rigidez.
Cada look parecia se mover com o vento, ecoando o DNA livre da marca, mas com um refinamento contemporâneo.
Elementos como mangas bufantes, peplum e rendas delicadas reforçaram a feminilidade etérea que define o novo capítulo da Chloé.
🌺 O significado por trás da coleção
A Chloé Spring Summer 2026 é mais do que um desfile — é uma declaração sobre a força da sensibilidade.
Kamali trouxe um boho chic reimaginado, provando que o romantismo não precisa ser ingênuo, e sim uma escolha consciente de estilo e identidade.
A mensagem é clara: a mulher Chloé de 2026 é segura, elegante e autêntica — vive entre o sonho e o agora.
✨ Tendências que emergem do desfile
Florais vintage reinterpretados Silhuetas anos 80 com cintura marcada Cores suaves e contrastes vibrantes Tecidos leves e drapeados fluidos Estilo boho com toque urbano
A coleção Chloé Spring Summer 2026 Paris Fashion Week reforça o poder da moda em narrar emoções.
Entre flores, memórias e linhas modernas, Kamali faz da Chloé um manifesto de liberdade feminina — um romantismo forte, sem perder a delicadeza.
No palco da Paris Fashion Week, a marca australiana Zimmermann apresentou sua mais recente coleção Spring Summer 2026, sob o título “Kindred Spirit”, reafirmando sua assinatura sensível e romântica com um toque moderno.
Inspiração e conceito
A criadora Nicky Zimmermann revelou que buscou inspiração nas fotos de artistas australianos instalados na região de Lavender Bay durante os anos 1970 — um enclave de criatividade, de espírito coletivo e leveza artística. A intenção foi capturar esse clima de convivência artística, combinando nostalgia com contemporaneidade.
Para dar voz a esse conceito, o desfile foi antecedido por uma gravação de Lana Del Rey recitando um poema sobre amor e perda — uma atmosfera poética que preludiou os vestidos fluidos e estampas aquareladas que viriam a seguir.
Paleta, tecidos e silhuetas
A coleção apresentou uma paleta que dialoga com cores suaves e translúcidas — tons pastel, lavanda, verde-água, branco e toques sutis de terra. Tecidos como organza, tule, rendas leves e camadas vaporosas foram explorados com maestria, criando movimento e leveza nas passarelas.
As silhuetas variaram entre vestidos strapless com trançados no decote, modelos A-line, vestidos drapeados com recortes nas costas e combinações mais ousadas, como o macacão de couro (mocha) usado sobre body, ou coordenações em denim com jaquetas de mangas amplas. Também apareceram influências utilitárias — calças amplas em estilo “harem”, elementos de workwear e saias fluídas contrastando com jaquetas estruturadas.
Um dos destaques foi o equilíbrio entre romantismo e utilidade: mesmo com renda e silhuetas femininas, Zimmermann inseriu referências de funcionalidade, como camadas ajustáveis, recortes estratégicos e combinações inesperadas de materiais.
Impacto e recepção
O desfile foi bem recebido pela crítica de moda, que elogiou sua coerência estética e capacidade de traduzir uma narrativa artística em peças usáveis. A expansão internacional da marca reforça sua ambição global — casas planejadas em cidades como Veneza, Hamburgo, Bangkok e Viena demonstram que Zimmermann busca crescer além de sua base australiana.
Para o mercado da moda feminina, a coleção Zimmermann Spring Summer 2026 sinaliza tendências que mesclam o boho etéreo com cortes arquitetônicos e utilitários — uma resposta elegante à busca por roupas que transcendem temporada e ofereçam identidade e versatilidade.
Principais tendências para ficar de olho
Vestidos etéreos com movimento e transparência Estampas aquareladas e florais borrados Combinações inusitadas: couro, denim e renda Influência utilitária em detalhes de bolsos e cortes Silhuetas que transitam entre o dias úteis e ocasiões especiais
Na reta final da Paris Fashion Week, Miuccia Prada apresentou para a Miu Miu Spring/Summer 2026 uma coleção que une moda, história e reflexão social. A passarela transformou o símbolo do avental — tradicionalmente ligado ao trabalho doméstico — em um manifesto sobre o valor do trabalho feminino e a dignidade que existe no cotidiano.
“Falamos muito de glamour, mas a vida também é difícil. O avental contém essa vida difícil das mulheres.”
— Miuccia Prada
A marca reafirma sua posição como um dos nomes mais inteligentes e sensíveis da moda contemporânea, abordando temas sociais com leveza estética e precisão conceitual.
🪡 Aventais, alfaiataria e feminilidade funcional
A passarela da Miu Miu foi um desfile de contrastes e significados. Tecidos utilitários como canvas e popeline se misturaram à delicadeza da seda e da renda, criando looks que transitam entre o mundo do trabalho e o universo do desejo.
O avental foi o protagonista — reinterpretado em múltiplas formas: sobre vestidos românticos, combinando com saias estruturadas, aparecendo em crochê floral ou couro. A peça, símbolo de cuidado e resistência, tornou-se o novo ícone do luxo inteligente da marca.
👗 Estilo e presença
No casting, nomes como Sandra Hüller, Milla Jovovich e Towa Bird caminharam pela passarela, representando gerações e identidades diversas. Em meio a um clima político instável na França, o desfile reforçou a ideia de estabilidade e consistência — qualidades raras e necessárias no mundo da moda atual.
💭 Moda como reflexão
Mais do que uma coleção, a Miu Miu Spring/Summer 2026 propõe uma conversa sobre trabalho, identidade e autenticidade. O luxo não é mais sobre o inacessível, mas sobre o que é real, vivido e sentido.
Miuccia Prada continua a desafiar o olhar do público e a redefinir o que significa ser mulher — e vestir o poder de forma consciente.
O desfile da Miu Miu na Paris Fashion Week 2026 é um lembrete poético de que a moda é também um espaço de diálogo e resistência. Ao transformar o avental — um símbolo da invisibilidade feminina — em um emblema de força e beleza, a marca mostra que a elegância está, mais do que nunca, no ato de existir.
O desfile McQueen Spring Summer 2025, apresentado durante a Paris Fashion Week, marcou um momento decisivo na evolução da casa Alexander McQueen sob a direção criativa de Seán McGirr. Ao revisitar mitos celtas e códigos da marca, McGirr busca afirmar sua voz sem abandonar a herança dramática que caracteriza McQueen.
O desfile teve lugar na prestigiosa École des Beaux-Arts, transformada em cenário onírico e sugestivo para a coleção SS25.
A montagem cenográfica — criada em parceria com o artista Tom Scutt — evocava sensações etéreas, com efeitos de névoa, estrutura metálica exposta e piso parcialmente “escavado”, sugerindo um mundo entre visível e oculto.
Esse ambiente reforçou a narrativa proposta pelo estilista: um desfile que dialoga com o misticismo do passado e as inquietações contemporâneas.
Inspiração: a lenda da banshee e a herança McQueen
O desfile teve lugar na prestigiosa École des Beaux-Arts, transformada em cenário onírico e sugestivo para a coleção SS25.
A montagem cenográfica — criada em parceria com o artista Tom Scutt — evocava sensações etéreas, com efeitos de névoa, estrutura metálica exposta e piso parcialmente “escavado”, sugerindo um mundo entre visível e oculto.
Esse ambiente reforçou a narrativa proposta pelo estilista: um desfile que dialoga com o misticismo do passado e as inquietações contemporâneas.
Inspiração: a lenda da banshee e a herança McQueen
McGirr recorreu à lenda irlandesa da banshee — figura sobrenatural que anuncia morte ou mudança — como ponto de partida conceitual.
Ele explica que essa figura carrega tanto o peso simbólico quanto uma memória pessoal, aproximando o tema da intimidade emocional.
Além disso, McGirr revisita elementos icônicos da história McQueen, como o corte “bumster” reinterpretado em painéis de malha e aberturas sutis, assim como o uso da silhueta “S-bend” em lapelas enroladas.
Essa tensão entre inovação e reverência aos códigos históricos da casa é uma das marcas centrais do desfile McQueen Spring Summer 2025.
Estilo e destaques da coleção
A coleção transitou entre cortes austeros e silhuetas fluidas:
Tailoring sofisticado: jaquetas estruturadas, lapela enrolada, coletes e calças com recortes, muitas vezes com bordados metálicos ou detalhes em franjas. Vestidos etéreos: tecidos leves, transparências, organza e chiffon se mesclam, evocando uma leveza quase fantasmal. Paleta chromática: tons sóbrios e neutros (preto, branco, off-white) dominam os looks iniciais, aos quais se somam acentos em rosa, verde ou metalizados conforme o desfile avança. Acessórios e calçados: botas plataforma, bolsas com hardware pendente, óculos com armação marcada e detalhes metálicos. Fechamento dramático: looks finais com franjas cintilantes que encobriam o rosto, evocando o lamento da banshee — um desfecho carregado de simbolismo e teatralidade.
Esse equilíbrio entre rigidez e leveza — cortantes porém fluídos — foi destacado por críticos como “sharp meets soft” ao comentar o desfile.
Recepção e significado para a marca McQueen
A exibição McQueen Spring Summer 2025 foi amplamente vista como uma evolução em relação à coleção de estreia da era McGirr, conciliando audácia com uma clareza maior de propósito.
Críticos elogiaram o refinamento, a coerência temática e os momentos de forte impacto visual, embora alguns apontem que McGirr ainda está em processo de solidificação de sua assinatura pessoal.
Para a marca McQueen, esse desfile representa um passo estratégico: reafirmar sua identidade dramática enquanto projeta relevância para o mercado contemporâneo.
recorreu à lenda irlandesa da banshee — figura sobrenatural que anuncia morte ou mudança — como ponto de partida conceitual.
Ele explica que essa figura carrega tanto o peso simbólico quanto uma memória pessoal, aproximando o tema da intimidade emocional.
Além disso, McGirr revisita elementos icônicos da história McQueen, como o corte “bumster” reinterpretado em painéis de malha e aberturas sutis, assim como o uso da silhueta “S-bend” em lapelas enroladas.
Essa tensão entre inovação e reverência aos códigos históricos da casa é uma das marcas centrais do desfile McQueen Spring Summer 2025.
Estilo e destaques da coleção
A coleção transitou entre cortes austeros e silhuetas fluidas:
Tailoring sofisticado: jaquetas estruturadas, lapela enrolada, coletes e calças com recortes, muitas vezes com bordados metálicos ou detalhes em franjas. Vestidos etéreos: tecidos leves, transparências, organza e chiffon se mesclam, evocando uma leveza quase fantasmal. Paleta chromática: tons sóbrios e neutros (preto, branco, off-white) dominam os looks iniciais, aos quais se somam acentos em rosa, verde ou metalizados conforme o desfile avança. Acessórios e calçados: botas plataforma, bolsas com hardware pendente, óculos com armação marcada e detalhes metálicos. Fechamento dramático: looks finais com franjas cintilantes que encobriam o rosto, evocando o lamento da banshee — um desfecho carregado de simbolismo e teatralidade.
Esse equilíbrio entre rigidez e leveza — cortantes porém fluídos — foi destacado por críticos como “sharp meets soft” ao comentar o desfile.
Recepção e significado para a marca McQueen
A exibição McQueen Spring Summer 2025 foi amplamente vista como uma evolução em relação à coleção de estreia da era McGirr, conciliando audácia com uma clareza maior de propósito.
Críticos elogiaram o refinamento, a coerência temática e os momentos de forte impacto visual, embora alguns apontem que McGirr ainda está em processo de solidificação de sua assinatura pessoal.
Para a marca McQueen, esse desfile representa um passo estratégico: reafirmar sua identidade dramática enquanto projeta relevância para o mercado contemporâneo.
Na Paris Fashion Week Spring Summer 2026, a Lacoste trouxe uma coleção que reforça seu legado de esportividade e sofisticação casual. A marca francesa apresentou peças que unem conforto, estilo e inovação, traduzindo a essência do lifestyle moderno.
A Lacoste Spring Summer 2026 combinou cores vibrantes com tons neutros, destacando a energia do verão europeu. Tecidos leves e tecnológicos foram usados para criar looks funcionais, mas cheios de personalidade, ideais para o dia a dia e para momentos de lazer.
Entre sportwear e estilo urbano
O desfile trouxe polos reinventados, shorts e saias fluidas, conjuntos coordenados e vestidos minimalistas com cortes precisos. O design moderno se mistura ao DNA clássico da marca, enquanto detalhes como zíperes, logos estratégicos e materiais sustentáveis refletem inovação e consciência ambiental.
A paleta variou entre branco, verde icônico da Lacoste, azul, vermelho e tons pastel, transmitindo frescor e energia, com um toque urbano e casual-chic.
A mulher e o homem Lacoste 2026
Eles vestem roupas que acompanham seu ritmo, priorizam conforto sem abrir mão do estilo e expressam sua individualidade através de peças funcionais e contemporâneas. A coleção Spring Summer 2026 é uma celebração do estilo de vida ativo, moderno e consciente.
O desfile Lacoste Spring Summer 2026 na Paris Fashion Week reafirma o equilíbrio entre tradição esportiva e inovação fashion. Uma coleção fresca, urbana e sustentável, perfeita para quem busca estilo e praticidade em qualquer ocasião.
Na Paris Fashion Week Spring Summer 2026, a Valentino comandada por Pierpaolo Piccioli apresentou uma coleção que une tradição e modernidade, reafirmando sua assinatura: romantismo sofisticado com toque contemporâneo. A maison trouxe uma narrativa de emoção pura, onde cada look parecia uma extensão da personalidade da mulher Valentino.
A Valentino Spring Summer 2026 destacou-se pela leveza dos tecidos, silhuetas fluidas e bordados meticulosos. Piccioli explorou cores suaves e vibrantes, como rosa pétala, vermelho icônico, lilás e tons de marfim, criando uma paleta que evoca delicadeza e força simultaneamente.
Entre alfaiataria e poesia
Vestidos longos em seda, tops estruturados e saias esvoaçantes mostraram equilíbrio entre movimento e estrutura. Detalhes artesanais, como aplicações florais, plissados e transparências sutis, transformaram cada look em um verdadeiro poema visual.
A coleção também trouxe modernidade com cortes geométricos e elementos inesperados, mostrando que a Valentino de 2026 abraça a mulher contemporânea: elegante, livre e confiante.
A mulher Valentino 2026
Ela é poética, mas determinada; clássica, mas moderna. A Valentino Spring Summer 2026 celebra sua singularidade, oferecendo peças que falam de poder, sensibilidade e sofisticação ao mesmo tempo.
O desfile Valentino Spring Summer 2026 reafirma o status da maison como referência de luxo romântico na Paris Fashion Week. Entre bordados, fluidez e inovação, Pierpaolo Piccioli entrega uma coleção que combina tradição e modernidade com maestria.
Na Paris Fashion Week Spring Summer 2026, a Balenciaga de Demna Gvasalia mais uma vez desafiou convenções e expectativas. Conhecida por provocar reflexões sobre consumo, identidade e imagem, a maison apresentou uma coleção que une o caos urbano ao refinamento técnico — um manifesto visual sobre o tempo em que vivemos.
A Balenciaga Spring Summer 2026 foi uma performance tanto quanto um desfile: o desconforto proposital se tornou uma forma de beleza, e o exagero, um novo tipo de luxo.
Entre o streetwear e a escultura
A coleção alternou volumes monumentais e silhuetas ajustadas. Casacos oversize com ombros estruturados, vestidos de vinil moldado e alfaiataria de precisão arquitetônica se misturaram a peças recicladas e reinterpretadas — um diálogo entre o passado e o futuro.
Tecidos experimentais, como nylon metalizado, algodão desbotado e couro regenerado, criaram texturas que pareciam ao mesmo tempo industriais e poéticas. A paleta veio em preto dominante, com flashes de vermelho, prata e tons neutros, destacando o caráter dramático da coleção.
Um desfile-manifesto
O desfile foi mais que moda — foi comentário cultural. Modelos desfilaram com passos lentos, quase cinematográficos, em um cenário urbano que lembrava ruínas pós-modernas. Demna reforçou seu domínio em transformar o banal em arte e o desconfortável em desejo.
A Balenciaga Spring Summer 2026 reafirma a maison como um espelho do nosso tempo: imprevisível, ousada e intelectualmente inquieta.
Com a coleção Spring Summer 2026, a Balenciaga mostrou que o verdadeiro luxo está em desafiar a percepção. Em um mundo saturado de imagens, Demna cria reflexão — e transforma o ruído da era moderna em poesia visual.