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Erdem Spring/Summer na London Fashion Week: feminilidade reinventada, texto e trends

A coleção Erdem Spring/Summer desfilada durante a London Fashion Week SS25/26 impressionou por sua combinação de refinamento, história literária e contrastes de gênero. Erdem Moralıoğlu usou sua visão estética para reafirmar que moda não é só o que se veste, mas como se sente — e o desfile fez exatamente isso.

Inspiração literária e contraste de gênero

Erdem se inspirou no livro The Well of Loneliness de Radclyffe Hall, obra seminal na literatura queer, explorando identidades e autorrepresentação. 

Essa referência literária surge também no figurino: a dualidade entre masculinidade e feminilidade é explorada não só nos temas, mas nos cortes — tailleurs bem construídos, ternos, tecidos sóbrios contrastando com vestidos fluidos, rendados, bordados e tecidos translúcidos. 

Silhuetas, cores e tecidos

Silhuetas: o desfile trouxe peças de alfaiataria precisas, como blazers duplos, calças com corte reto, porém entremeadas com vestidos de cintura caída (drop waist), transparências sutis, rendas e laços.  Cores: tons suaves como eau-de-nil, pêssego, prata lamê, verdes profundos e toques vibrantes como rosa choque.  Tecidos e detalhes: bordados delicados, tecidos translúcidos, lamê, além de tecidos mais estruturados para os ternos. Há também uso simbólico de elementos históricos — detalhes como a capa do livro impresso em alguns punhos, monocle usado nos lapelas, remetendo à identidade queer da inspiração. 

Local & apresentação

Este desfile da Erdem não foi só sobre roupas, mas sobre atmosfera. Realizado no British Museum, o cenário reforçou o diálogo entre história, arte e identidade. 

Essa ambientação ajuda a imprimir peso simbólico às peças — não apenas como produto de moda, mas como narrativa visual. É moda com propósito e sentimento.

Tendências destacadas

Do desfile ficam algumas tendências que devem repercutir nas próximas temporadas:

Moda andrógina: mistura de cortes masculinos + femininos, desconstrução de gêneros na roupa. Romantismo moderno: rendas, transparências, detalhes delicados combinados com estrutura. Histórica / literária: inspiração cultural literária, uso de referências simbólicas. Colorido contrastante: pastel + tons vibrantes, contrastes que surpreendem. Craftsmanship: bordados, ajuste de alfaiataria, atenção ao detalhe.

Significado e impacto

O desfile da Erdem vai além do estético: ele reforça discussões importantes sobre identidade de gênero, visibilidade queer e pertencimento. Em tempos em que modas rápidas tendem a homogeneizar estilos, trazer narrativa, história, e questão humana dá profundidade à coleção.

Além disso, para o mercado, peças como essas inspiram designers e marcas menores a explorar seu potencial criativo, sem abrir mão de identidade.

Conclusão

A coleção Spring/Summer da Erdem na London Fashion Week combina coragem, beleza e significado. Com sua inspiração literária em The Well of Loneliness, silhuetas contrastantes, tecidos ricos e cores que oscilam entre o suave e o ousado, Erdem entrega moda como expressão — expressão de identidade, de arte, de história.

Para quem acompanha tendências: fique de olho em andrógino + romantismo + narrativa cultural. São caminhos fortes para o próximo verão (no hemisfério norte) — e já reverberando no mundo inteiro.

Vídeo: Fashion Feed
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H&M encanta na London Fashion Week: música, moda e autexpressão no desfile “The London Issue”

Ontem à noite, a H&M protagonizou um dos momentos mais comentados da London Fashion Week (LFW), com o aguardado desfile “The London Issue”. O evento marcou o retorno da marca sueca à capital britânica, reunindo celebridades, arte e estética urbana em uma produção inesquecível. 

Inovação e identidade

Inspirada pela revolução cultural britânica dos anos 90, a coleção Autumn/Winter 2025 da H&M reforçou a importância da autexpressão. Ícones do estilo, música, arte e moda foram referência clara no styling, nas silhuetas e na escolha de modelos. A proposta rendeu um desfile que mistura moda e performance, aquele tipo de experiência que vai além das passarelas. 

Colaborações criativas

A produção contou com grandes nomes: a direção de estilo ficou por conta de Jacob K., a fotografia com Anthony Seklaoui e Mitch Ryan, visual e cenografia assinam Matiere Noire e Special Offer, enquanto a música ficou sob comando de David e Stephen Dewaele (Soulwax & 2manydjs).  Essa equipe reforçou o tom multisensorial do evento, com luz, som, espaço e movimento trabalhados para realçar o DNA urbano da marca. 

Modelos e diversidade

A diversidade foi celebrada no casting, com nomes como Alex Consani, Paloma Elsesser, Sora Choi, Angelina Kendall, entre outros.  A presença dessas figuras contribuiu para reforçar que moda é espaço de inclusão, expressão individual e ruptura com padrões limitantes. 

Tendências que surgem do desfile

Estilo “britpop” revisitado: cortes amplos, referências musicais e atitude rebelde nos looks. Mistura de alta moda com streetwear, evidenciando o contraste entre peças statement e elementos urbanos. Cores sóbrias com toques inesperados, texturas variadas e camadas que permitem versatilidade. Gênero fluido: menswear e womenswear dialogando, sobrepondo limites tradicionais. 

Impacto para o mercado de moda no Brasil

Para o público brasileiro, o desfile da H&M traz inspiração importante. Ele reforça como grandes marcas globais estão valorizando diversidade, identidade e expressão pessoal — aspectos cada vez mais buscados também por consumidores no Brasil. Além disso, a tendência de moda unissex e mistura de estilos urbanos com peças de alta costura segue em crescimento no mercado latino-americano.

Fonte: HM
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Carolina Herrera Spring 2026 em Madrid: Um Amor-Declarado à Capital Espanhola

O desfile Carolina Herrera Spring 2026 marcou um momento histórico para a marca. Pela primeira vez, a coleção principal – e não uma linha resort – foi apresentada fora de Nova York, escolhendo Madrid como palco, mais especificamente a emblemática Plaza Mayor.

Inspiração e contexto

Wes Gordon, diretor criativo da Carolina Herrera, mergulhou na rica cultura espanhola para desenhar os 77 looks da coleção primavera/verão 2026.  Ele combinou duas grandes referências: a Era de Ouro da Espanha (séculos XV-XVI) e a Movida Madrileña dos anos 80. Essa fusão aparece tanto nos cortes como nas cores e na atitude estética. 

Locação e espetáculo visual

A escolha da Plaza Mayor de Madrid, praça símbolo do centro histórico, conferiu não só majestade mas também uma ambientação teatral e simbólica ao desfile.  A passarela teve cerca de 450 metros coberta por um tom rosa pálido, clássico da marca, que contrastou com os elementos históricos de fundo.  A ambientação sonora idem: músicas que evocam a cultura pop dos anos 80, parte da estética da Movida, reforçaram a atmosfera madrilenha. 

Elementos de design e colaborações locais

Muito trabalho artesanal: bordados de flores (cravos, violetas, rosas), tecidos trabalhados, camadas volumosas que lembram os vestidos barrocos, silhuetas de “Meninas”, inspiração no traje taurino com pedalier preto e corsets estruturados.  Colaborações com artesãos de Madrid: Casa Seseña (capas), cerâmicas de Andrés Gallardo, acessórios feitos por fabricantes locais.  Inclusão de designers espanhóis contemporâneos: Sybilla contribuiu com vestidos shift com painéis flutuantes e Palomo Spain reinterpretou a camisa branca emblemática da casa Herrera. 

Significado estratégico e impacto

Este desfile marca uma mudança estratégica para Carolina Herrera: levar sua coleção principal para fora da sua base tradicional em Nova York, reforçando presença internacional e laços culturais com a Espanha.  Também é um tributo à influência da moda espanhola e ao mercado ibérico, um reforço simbólico do vínculo da marca com a herança espanhola via seu grupo-mãe Puig.  O evento coincidiu com o lançamento do novo perfume “La Bomba”, aproveitando o momento de visibilidade máxima para integrar moda + beleza + experiência sensorial. 

Tendências que emergem

Volumes dramáticos, silhuetas teatrais e contrastes entre o clássico e o moderno. Uso intenso de florais e bordados como marcas registradas, resgatando técnicas artesanais. Referência histórica como estética contemporânea: tecidos com inspiração barroca, cores que aludem ao teatro, dorados, pretos marcantes e vermelhos característicos. Interseção entre moda de passarela e cultura local: música, artesanato, designers da região.

Vídeo: Carolina Herrera
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PatBo Spring Summer 2026 no NYFW: brasilidade e sofisticação na passarela de Nova York

O desfile da PatBo Spring Summer 2026 no New York Fashion Week (NYFW) foi um dos destaques da temporada, trazendo a energia vibrante e sofisticada da moda brasileira para a capital mundial da moda. A estilista Patricia Bonaldi, conhecida por unir técnicas artesanais e design contemporâneo, apresentou uma coleção que equilibra glamour, feminilidade e tropicalidade.

Tendências da coleção PatBo SS26

Na passarela do NYFW 2026, a PatBo apostou em peças fluidas, recortes ousados e bordados feitos à mão, reforçando seu DNA artesanal. As transparências ganharam protagonismo, assim como as estampas inspiradas na natureza, traduzindo o frescor do verão. Entre os destaques, vestidos longos, conjuntos sofisticados e modelagens estruturadas que conversam com a mulher cosmopolita, mas sem perder a essência brasileira.

Paleta de cores e materiais

A coleção Spring Summer 2026 da PatBo trouxe uma cartela de cores solares, passando por tons de coral, azul celeste e verde vibrante, além dos clássicos preto e branco que garantem atemporalidade. Tecidos leves, rendas e aplicações manuais valorizaram o trabalho artesanal, uma das assinaturas da marca.

PatBo no cenário internacional

Participar do New York Fashion Week 2026 reafirma a presença internacional da PatBo, que já conquistou celebridades e consumidoras exigentes ao redor do mundo. O desfile mostrou como a moda brasileira pode dialogar com o luxo global sem perder identidade, reforçando o protagonismo da marca no calendário fashion internacional.

Vídeo: Fashion Feed
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Tory Burch Spring Summer 2026: sofisticação moderna no NYFW

O desfile da Tory Burch Spring Summer 2026 no New York Fashion Week foi um dos momentos mais esperados da temporada. A estilista apresentou uma coleção que celebra a liberdade feminina com um toque de sofisticação minimalista, traduzindo o espírito da primavera verão 2026 em looks versáteis e elegantes.

Na passarela, a marca apostou em silhuetas fluidas, tecidos leves e cortes arquitetônicos, destacando vestidos midi, conjuntos monocromáticos e alfaiataria desconstruída. O equilíbrio entre praticidade e elegância marcou a coleção, trazendo peças que conversam tanto com o estilo urbano quanto com a leveza da estação.

As tendências do NYFW 2026 apareceram de forma clara: cores suaves como off-white, bege e azul claro, transparências sutis, sobreposições modernas e acessórios funcionais que completam o visual com frescor. A coleção Tory Burch Primavera Verão 2026 reafirma a identidade da grife, sempre voltada para a mulher contemporânea, que busca conforto sem abrir mão da elegância.

Com esse desfile, a Tory Burch consolidou mais uma vez sua relevância na moda internacional, trazendo inovação, estilo e atemporalidade para a temporada.

Fonte: FF Channel
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Altuzarra Spring Summer 2026: elegância contemporânea no NYFW

O desfile da Altuzarra Spring Summer 2026 no New York Fashion Week foi um dos grandes destaques da temporada. Conhecida por unir sofisticação e modernidade, a marca apresentou uma coleção que equilibra alfaiataria leve, feminilidade refinada e frescor urbano, conquistando fashionistas e editores de moda.

Na passarela, Joseph Altuzarra trouxe uma proposta que mistura minimalismo elegante com detalhes artesanais, explorando tecidos fluidos, cores neutras e estampas inspiradas na natureza. A coleção Primavera Verão 2026 da Altuzarra reforça a identidade da grife, apostando em cortes precisos, vestidos longos esvoaçantes e conjuntos versáteis que transitam do dia à noite.

As tendências do NYFW 2026 ficaram evidentes no desfile: silhuetas alongadas, camadas leves, transparências sutis e acessórios que valorizam o estilo effortless chic. O uso de tons terrosos e pastéis, aliados ao branco clássico, trouxe frescor e sofisticação para a estação.

O desfile da Altuzarra no New York Fashion Week reforça a posição da marca como uma das mais relevantes do cenário fashion internacional. A coleção Spring Summer 2026 traduz perfeitamente o espírito da mulher cosmopolita: moderna, segura e elegante.

Fonte: Altuzarra

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COS Fall/Winter 2025/26 no NYFW: estética, textura e funcionalidade

A COS apresentou sua nova coleção Fall/Winter 2025-26 na New York Fashion Week, conduzida pela direção criativa de Karin Gustafsson.  A proposta reafirma o compromisso da marca com o minimalismo escandinavo, valorizando a forma, a textura e a utilidade em cada peça. 

Paleta & atmosfera

A paleta explora tons sóbrios e elegantes: azul-marinho (navy), cinza ardósia (slate gray), burgundy, preto profundo e marrom escuro.  Essas cores conferem uma atmosfera de sobriedade, porém enriquecida por contrastes sutis entre os tecidos. Há calor nas cores terrosas contra a frieza dos tons frios. 

Materiais & construção

Texturas ganham papel de destaque. Tricôs com trama “basket weave” criam dimensão, contrapondo-se aos tecidos lisos, como o lã dupla face (double-face wool) e acabamentos poliçados.  Peças com shearling aparecem como ponto de aconchego numa coleção de estética austera. 

A alfaiataria é revisitada com sobriedade: cortes retos, silhuetas retas, paletós de formato contido, calças longas e clean, ombros suaves.  Detalhes funcionais como cintos e abas (belts and tabs) nas bolsas, casacos, ou cinturas permitem ajustes, conferindo personalização e utilidade mesmo dentro de uma linguagem minimalista. 

Silhuetas & tendências

As silhuetas mantêm uma “limpeza” quase anos 1990: proporção alongada, cortes retos, ombros suaves.  Há também um diálogo com referências de meados do século XX: decotes abertos, cinturas marcadas (às vezes), formas que evocam arquitetura da moda sem cair em revivals literais.  O layering é estruturado, peças externas (sobretudos, casacos) têm presença sólida, mas sem pesar no movimento. 

Temas & valor

A coleção reitera valores centrais da COS: usabilidade, durabilidade, moda como sistema de camadas, não como espetáculo momentâneo.  O minimalismo aqui não significa ausência, mas economia de formas com riqueza de acabamento e atenção aos materiais.  

Fonte: FF Channel
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Alexandre Wang retorna ao NYFW com “The Matriarch”: força feminina, legado familiar e inovação

O New York Fashion Week (NYFW) ganhou um dos momentos mais comentados da temporada: o retorno de Alexandre Wang à passarela oficial, com a coleção Spring/Summer 2026. Batizada de “The Matriarch”, a apresentação marcou não só os 20 anos de carreira do estilista, mas também uma homenagem emocionante à sua mãe, Ying Wang, e ao poder feminino que sempre inspira suas criações.

O poder da matriarca

“The Matriarch” não é apenas sobre roupas: é sobre força, disciplina e presença. A mulher imaginada por Wang é alfa, imponente, mas também elegante e multifacetada. A coleção trouxe cortes definidos, silhuetas afiadas e aquela mistura única de streetwear de luxo que sempre foi marca registrada do estilista.

O cenário: Chinatown como palco

O desfile aconteceu em um local icônico: o antigo prédio do HSBC em Chinatown, Nova Iorque. A escolha não foi por acaso. Wang e sua família estão transformando o espaço em um projeto que une arte, cultura, identidade asiática e moda. Essa conexão com suas raízes tornou o momento ainda mais simbólico.

Inovação e comunidade

Além da estética marcante, Alexandre Wang mostrou que está de olho no futuro: inteligência artificial aplicada ao design, calçados produzidos em 3D e uma abordagem sustentável que conversa com a moda atual. Outro destaque foi a participação da comunidade local, reforçando a ideia de que o luxo pode — e deve — dialogar com o coletivo.

O impacto

Com esse retorno, Alexandre Wang reafirma sua posição no cenário internacional da moda e mostra que está pronto para escrever um novo capítulo de sua história. Força feminina, inovação e identidade cultural foram os pilares de um desfile que já é considerado um dos mais marcantes desta temporada do NYFW.

Fonte: FF Channel
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Khaite no New York Fashion Week: minimalismo sofisticado e poder feminino

O desfile da Khaite no New York Fashion Week trouxe a essência da marca com um olhar moderno para o minimalismo sofisticado. Conhecida por traduzir o estilo nova-iorquino em peças atemporais, a grife apresentou uma coleção que equilibra força e feminilidade, com looks que são ao mesmo tempo práticos e extremamente elegantes.

Entre os destaques estavam os alfaiataria de corte preciso, os vestidos fluidos que brincam com movimento e as silhuetas estruturadas que valorizam o corpo feminino de forma sutil. O uso de cores neutras, como preto, branco, bege e cinza, reforçou a proposta de sofisticação discreta, enquanto detalhes em couro e tecidos encorpados trouxeram profundidade às composições.

A Khaite reafirmou sua posição como uma das marcas mais influentes da cena fashion atual, traduzindo o espírito do NYFW 2025 em uma coleção que dialoga com o dia a dia urbano sem perder o glamour. Para quem busca inspiração em moda contemporânea, a apresentação foi um verdadeiro convite ao luxo descomplicado.

Fonte: FF Channel
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Off-White na NYFW: “Duty Free” reinventa streetwear com raízes africanas e espírito democrático

O desfile da Off-White em Nova York para a temporada Spring/Summer 2025/2026 mostrou que a marca continua se reinventando sob o comando de Ib Kamara, mesclando cultura de rua, heranças africanas e estética esportiva. Uma celebração visual de identidade, autenticidade e atitude.

Principais destaques do desfile

Tema & conceito: batizado de Duty Free, o show refletiu o encontro entre raízes africanas (especialmente da Costa do Oeste da África) e o sonho americano. Ib Kamara buscou inspiração em sua viagem recente a Gana, além de referências pessoais ligadas à África e à diáspora.  Ambiente & cenário: a passarela foi montada num quadra de basquete ao ar livre, em Brooklyn Bridge Park, enfatizando o contexto urbano e esportivo, tornando o show menos formal e mais conectado ao cotidiano das ruas.  Cortes, tecidos e silhuetas: combinação de peças utilitárias como hoodies, varsity jackets, tops e calças larguinhas com detalhes luxuosos — transparências, drapeados africanos, corsets, bordados, penas, elementos decorativos que se misturam ao streetwear.  Paleta de cores & estampas: tons fortes como vermelho, creme, verde escuro, azul marinho; uso de motivos gráficos, estrelas, números “00” remetendo à estética esportiva/jerséis. Também muita sobreposição e mistura de texturas. 

Atmosfera & mensagem

Ib Kamara acertou ao equilibrar o informal e o aspiracional. O desfile não foi só um show de moda, mas uma narrativa: quem vem de fora, da comunidade, pode usar estilo como expressão de identidade. É moda feita para ser sentida na rua — não só admirada de longe.

Além disso, há um diálogo forte com o legado de Virgil Abloh, mas sem tentar imitá-lo; Kamara honra essa herança, ao mesmo tempo em que imprime sua própria visão: mais cores, novos contrastes, um sentido de comunidade visível.

Fonte: fashion feed

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