A Loewe apresentou sua coleção Outono/Inverno 2026/2027 durante a Paris Fashion Week, reforçando a reputação da maison espanhola como uma das mais experimentais e artísticas da moda contemporânea. O desfile combinou moda, escultura e humor surrealista em uma apresentação que explorou novas formas, texturas e narrativas visuais.
O cenário já indicava o tom da coleção: na primeira fila, gigantescas esculturas têxteis de criaturas marinhas — incluindo uma baleia azul, polvos e conchas — criadas pela artista Cosima von Bonin dividiram espaço com convidados e celebridades. A instalação transformou o ambiente em um espetáculo lúdico e inesperado, refletindo o espírito criativo e irreverente da marca.
Na passarela, a coleção apresentou silhuetas que exploram volume e construção escultórica. Saias amplas, formas arredondadas e tops moldados criaram uma estética quase arquitetônica, enquanto elementos inspirados na natureza surgiram reinterpretados em estruturas tridimensionais. Em vez de estampas florais tradicionais, as referências orgânicas apareceram como formas esculpidas e volumes dramáticos que moldavam o corpo.
O trabalho com materiais também foi um dos destaques da temporada. Tecidos estruturados dividiram espaço com superfícies suaves e fluidas, criando contraste entre rigidez e movimento. O resultado foi uma coleção que equilibra arte conceitual e desejo de moda, característica que há anos define o DNA criativo da Loewe.
Entre os acessórios, a marca manteve sua tradição de experimentação: calçados e bolsas apareceram em formatos inusitados e proporções exageradas, reforçando o caráter lúdico da coleção. Esse diálogo constante entre design, arte contemporânea e artesanato é justamente o que mantém a Loewe entre as casas mais inovadoras do circuito fashion.
Mais do que apresentar roupas, o desfile de Outono/Inverno 2026/2027 reafirmou a capacidade da marca de transformar a passarela em um espaço de imaginação. Entre esculturas marinhas gigantes, silhuetas dramáticas e um forte senso de humor, a Loewe mostrou que a moda ainda pode surpreender — e, principalmente, provocar novas formas de olhar para o vestir.
