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Carolina Herrera Spring 2026 em Madrid: Um Amor-Declarado à Capital Espanhola

O desfile Carolina Herrera Spring 2026 marcou um momento histórico para a marca. Pela primeira vez, a coleção principal – e não uma linha resort – foi apresentada fora de Nova York, escolhendo Madrid como palco, mais especificamente a emblemática Plaza Mayor.

Inspiração e contexto

Wes Gordon, diretor criativo da Carolina Herrera, mergulhou na rica cultura espanhola para desenhar os 77 looks da coleção primavera/verão 2026.  Ele combinou duas grandes referências: a Era de Ouro da Espanha (séculos XV-XVI) e a Movida Madrileña dos anos 80. Essa fusão aparece tanto nos cortes como nas cores e na atitude estética. 

Locação e espetáculo visual

A escolha da Plaza Mayor de Madrid, praça símbolo do centro histórico, conferiu não só majestade mas também uma ambientação teatral e simbólica ao desfile.  A passarela teve cerca de 450 metros coberta por um tom rosa pálido, clássico da marca, que contrastou com os elementos históricos de fundo.  A ambientação sonora idem: músicas que evocam a cultura pop dos anos 80, parte da estética da Movida, reforçaram a atmosfera madrilenha. 

Elementos de design e colaborações locais

Muito trabalho artesanal: bordados de flores (cravos, violetas, rosas), tecidos trabalhados, camadas volumosas que lembram os vestidos barrocos, silhuetas de “Meninas”, inspiração no traje taurino com pedalier preto e corsets estruturados.  Colaborações com artesãos de Madrid: Casa Seseña (capas), cerâmicas de Andrés Gallardo, acessórios feitos por fabricantes locais.  Inclusão de designers espanhóis contemporâneos: Sybilla contribuiu com vestidos shift com painéis flutuantes e Palomo Spain reinterpretou a camisa branca emblemática da casa Herrera. 

Significado estratégico e impacto

Este desfile marca uma mudança estratégica para Carolina Herrera: levar sua coleção principal para fora da sua base tradicional em Nova York, reforçando presença internacional e laços culturais com a Espanha.  Também é um tributo à influência da moda espanhola e ao mercado ibérico, um reforço simbólico do vínculo da marca com a herança espanhola via seu grupo-mãe Puig.  O evento coincidiu com o lançamento do novo perfume “La Bomba”, aproveitando o momento de visibilidade máxima para integrar moda + beleza + experiência sensorial. 

Tendências que emergem

Volumes dramáticos, silhuetas teatrais e contrastes entre o clássico e o moderno. Uso intenso de florais e bordados como marcas registradas, resgatando técnicas artesanais. Referência histórica como estética contemporânea: tecidos com inspiração barroca, cores que aludem ao teatro, dorados, pretos marcantes e vermelhos característicos. Interseção entre moda de passarela e cultura local: música, artesanato, designers da região.

Vídeo: Carolina Herrera
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